Uma das formas de ingresso mais populares é por meio dos programas Prouni e Fies

O ingresso no Ensino Superior no Brasil ocorre hoje por uma variedade de caminhos que vão além do vestibular tradicional, e cada um deles se adequa a perfis diferentes de estudantes, desde quem busca bolsas ou financiamento com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), até quem deseja retomar estudos interrompidos ou iniciar uma nova formação. A compreensão dessas alternativas é essencial para quem planeja ingressar em uma universidade, especialmente em um cenário em que programas federais têm prazos definidos para 2026 e coexistem com processos seletivos próprios das instituições.
A escolha depende do perfil e do momento do estudante. “Não existe um único caminho universal para chegar ao ensino superior. A escolha deve considerar tanto a situação acadêmica e socioeconômica quanto os objetivos de cada candidato. Entender as diferenças entre cada modalidade ajuda o estudante a traçar uma estratégia mais realista e eficaz para acessar a graduação”, afirma Henrique Franco, gerente comercial da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.
Um dos caminhos mais utilizados é a participação em programas que utilizam a nota do Enem como critério principal. Entre eles, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior. As inscrições já encerraram, mas os candidatos devem ficar atentos às chamadas e à lista de espera, programadas até março e abril, conforme o cronograma oficial divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Os critérios incluem ter feito o Enem (2024 ou 2025), atingir a pontuação mínima exigida e não zerar na redação.
Já o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) funciona como um mecanismo de crédito educativo, permitindo que o estudante financie total ou parcialmente sua graduação e pague o débito após concluir o curso. Para o primeiro semestre de 2026, o cronograma indica que as inscrições devem ocorrer de 3 a 6 de fevereiro, com resultado da pré-seleção previsto para meados de fevereiro, e etapas posteriores, incluindo lista de espera, estendendo-se até abril.
“É importante destacar que os cursos contemplados e a quantidade de vagas disponibilizadas nesses programas variam de acordo com cada instituição de ensino e com a oferta definida para o período. Medicina e Direito são alguns dos mais concorridos”, pontua Henrique.
Outras modalidades de ingresso
Além dessas opções federais, ainda há alternativas no próprio âmbito das instituições. Muitas universidades, como a UnP, oferecem Vestibular Online e Vestibular Simplificado, modalidades de ingresso que não dependem da nota do Enem e permitem ao candidato uma avaliação mais direta por meio de provas ou critérios próprios da instituição. Há também possibilidades de Transferência de Curso, para quem já está matriculado em outra faculdade, Segunda Graduação, para quem já concluiu um curso e pretende iniciar outro, e Reingresso, voltado a estudantes que interromperam a graduação e desejam retomar onde pararam.
Henrique Franco ressalta que a diversidade de caminhos reflete a complexidade do próprio processo educativo no Brasil. “Cada modalidade atende uma necessidade específica, seja a busca por bolsas, financiamento, mudança de curso ou retorno aos estudos, e deve ser analisada com cuidado pelo candidato, levando em conta prazos, requisitos e objetivos pessoais. Por isso, é fundamental que o estudante procure a unidade onde pretende estudar para esclarecer dúvidas, entender os critérios e se orientar sobre a documentação e as etapas do processo”, conclui.
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