A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único) deu parecer contrário à incorporação de medicamentos para tratamento de obesidade no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, a decisão da comissão considerou o impacto financeiro, estimado em R$ 8 bilhões anuais, da inclusão das medicações à base de liraglutida e de semaglutida no Sistema Único de Saúde. O tratamento avaliado, denominado Wegovy (semaglutida 2,4mg), é feito pela farmacêutica Novo Nordisk. A empresa também produziu o Saxenda (liraglutida injetável 3 mg), que passou por avaliação da Conitec em 2023, mas não obteve avanço. Apesar de não ser disponibilizada em todo o país, a caneta Saxenda está inclusa em programas estaduais no Distrito Federal, Goiás e no Rio de Janeiro. “A Novo Nordisk compreende que o histórico subfinanciamento do SUS, somado ao contexto de desequilíbrio fiscal, restrições orçamentárias e obsolescência dos mecanismos de incorporação vigentes atualmente, impõem desafios para oferta de tecnologias inovadoras de saúde à população em nível nacional, mesmo quando estas são evidentemente custo-efetivas”, informou a farmacêutica em nota. “Desde 2019, a CONITEC negou cinco vezes a incorporação de medicamentos para a obesidade, sempre com a mesma justificativa (impacto financeiro)”, relatou a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), em nota enviada à CNN. CNN BRASIL
Expofruit 2025 reforça liderança do RN na fruticultura
A movimentação econômica de frutas do Rio Grande do Norte deve crescer até 15% na safra 2025/2026, segundo representantes da cadeia produtiva. O setor, que emprega formalmente milhares de trabalhadores e abastece mercados na Europa e nas Américas, segue com uma demanda aquecida por melão, melancia, mamão, manga e outras culturas produzidas no semiárido potiguar. Em Mossoró, a 32ª Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit) reuniu mais de 40 mil visitantes entre 20 e 22 de agosto e deve consolidar uma movimentação de R$ 90 milhões em negócios realizados durante e depois do evento. Com recorde de expositores e rodada internacional de negócios, a edição 2025 reforçou o papel do Estado como exportador nacional de frutas. Enquanto a Estação das Artes concentrou a exposição aberta ao público com mais de 300 estandes, a programação científica ocorreu na Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). A Expofruit contou com lideranças do setor e autoridades públicas, que traçaram perspectivas de produção e infraestrutura logística para sustentar o crescimento na nova safra. Para Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (Coex), a feira sintetiza o bom momento do setor. “[A Expofruit é] celebração de um caso de sucesso. O estado do Rio Grande do Norte se tornou o maior exportador de frutas do Brasil, não só melão e melancia, que são os carros-chefe, mas também de manga, coco, banana, abacaxi, pitaia e limão. São vários produtos que estão na porta de exportação da fruta”, explica. Na visão de Queiroga, o efeito direto da feira se prolonga por toda a safra, que vai tradicionalmente de agosto ao início do ano seguinte, com contratações, compras de insumos e expansão de mercados. O ambiente tarifário externo segue sendo monitorado pelo setor, em especial diante da tarifa de 50% sobre as importações brasileiras imposta pelos Estados Unidos. No entanto, a avaliação é que a diversificação de destinos e o reforço logístico local mantêm o RN competitivo. Zeca Melo, superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN), ressalta a abrangência do evento. “Essa é a maior feira de negócio na área de fruticultura tropical do país. Aqui você tem toda a cadeia. Você tem os produtores, os exportadores, toda a cadeia de insumos, fertilizantes, as soluções de logística, as iniciativas de startups que dão consultoria na área. Então ela é completa”, avalia. Na prática, a presença conjunta de âncoras, além de pequenos e médios produtores forma um ambiente de prospecção e aprendizado, com difusão de boas práticas, certificações e soluções de logística, além de linhas de financiamento e pesquisa aplicada. Para o Sebrae, esse encontro acelera a competitividade e a formalização, com reflexos em produtividade, qualidade e alcance de novos mercados. Nildo Dias, vice-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), enfatiza a ponte entre ciência e campo. “Os produtores se sentem ainda um pouco isolados da universidade e eu acho que a Expofruit traz essa coisa da gente cada vez mais aproximar e dialogar os saberes, que é o nosso saber mais científico com o saber técnico do produtor. Isso é extremamente importante”, pontua. A programação acadêmica da Expofruit abordou temas como irrigação no semiárido, uso racional da água com sensores, drones e inteligência artificial, além de pesquisas em pós-colheita e polinização, impulsionando a adoção de inovação voltada à sustentabilidade e às exigências de qualidade dos mercados internacionais. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, vinculou as perspectivas da safra a melhorias de infraestrutura. “É crescer cada vez mais as nossas exportações, principalmente no setor de frutas, porque hoje, infelizmente, parte está indo pelo Porto de Pecém; outra parte, inclusive, por Suape. A gente celebra, nesse exato momento, a melhoria substancial que tá sendo feita na logística e na infraestrutura do Porto de Natal”, avalia. Durante a Expofruit, a governadora reafirmou o compromisso do Governo Federal com a duplicação da BR-304, prevista para começar no segundo semestre, em articulação com o Ministério dos Transportes. Do ponto de vista logístico, as obras viárias e a modernização do Porto de Natal são vistas como estratégicas para reduzir custos e prazos, melhorar a conservação das frutas e aumentar a confiabilidade das entregas. Guilherme Saldanha, secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN, sublinha o impacto social e a dimensão econômica da atividade. “A fruticultura movimenta fácil no Rio Grande do Norte R$ 4,5 bilhões. Tem a história de que o PIB do agro no Rio Grande do Norte é 14%. O IBGE fala isso e é verdade, porque ele pega dentro da fazenda e diz: ‘o PIB é esse daqui’, mas existe um movimento em cadeia. As caminhonetes que rodam hoje dentro do Estado do Rio Grande do Norte majoritariamente são do agro. Quem compra os tratores são fazendas. Tem muita coisa. Se você pegar o impacto positivo, no contexto do PIB, isso passa de 30% fácil”, afirma. Com a oferta hídrica ampliada através da chegada das águas do Rio São Francisco e projeções de melhoria no escoamento, o RN mira ampliar volumes para a Europa e diversificar destinos. A avaliação do setor é de que programas de qualificação e abertura comercial ajudam a reduzir a dependência de janelas específicas e a sustentar o avanço da fruticultura na safra 2025/2026. A força da Agrícola Famosa Um dos destaques da Expofruit foi a visita à fazenda da Agrícola Famosa, a maior exportadora de melão do Brasil. Apenas na unidade central, localizada entre os estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, são mais de dois mil hectares de área plantada, abastecendo mercados nacionais e internacionais. Para Richard Muller, diretor operacional da Agrícola Famosa, a região reúne condições favoráveis de produção e escoamento. “A nossa região é agrícola. A Agrícola Famosa é uma das empresas pioneiras na produção de melão e uma empresa que acho que tem uma certa relevância no cenário agrícola. A gente emprega mais de 6.000 pessoas, então existe uma grande importância para a economia do Rio Grande do Norte e do Brasil”, avalia. foto:
Após nova cirurgia, Rafael Motta se recupera na UTI
O ex-deputado federal Rafael Motta foi submetido à uma cirurgia torácica para “correção de uma lesão no brônquio, considerada a mais crítica do quadro”. Uma outra cirurgia já tinha sido realizada. A informação é do boletim médico divulgado na tarde deste sábado e diz ainda que “o procedimento foi realizado com sucesso e sem intercorrências”. Ele sofreu um acidente durante a prática de kitesurf na tarde de sexta-feira (22), nas imediações do Forte dos Reis Magos. Motta está “intubado e em recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Walfredo Gurgel, em estado estável”. De acordo com a nota divulgada, a equipe médica mantém o monitoramento contínuo, e a permanência no hospital é necessária devido à disponibilidade de equipe especializada em cirurgia torácica 24 horas. Além disso, foi informado que ele apresenta fraturas que serão corrigidas “em momento oportuno, incluindo uma fratura em vértebra torácica”. E foi ressaltado que “os movimentos dos membros inferiores estão preservados, indicando ausência de comprometimento medular”. Leia a íntegra do boletim médico: NOTA À IMPRENSA O paciente Rafael Motta foi submetido a cirurgia torácica para correção de uma lesão no brônquio, considerada a mais crítica do quadro. O procedimento foi realizado com sucesso e sem intercorrências. Atualmente, Rafael encontra-se intubado e em recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Walfredo Gurgel, em estado estável. A equipe médica mantém o monitoramento contínuo, e a permanência no hospital é necessária devido à disponibilidade de equipe especializada em cirurgia torácica 24 horas. O paciente também apresenta fraturas que serão corrigidas em momento oportuno, incluindo uma fratura em vértebra torácica. Importante ressaltar que os movimentos dos membros inferiores estão preservados, indicando ausência de comprometimento medular. A família agradece as manifestações de carinho e pede orações pela pronta recuperação. Novas atualizações serão fornecidas conforme evolução do quadro clínico. Natal (RN), 23 de agosto de 2025 TRIBUNA DO NORTE
Negociação de dívidas cresce 22% no RN, com Geração Z em destaque
Distante 3 mil km de sua namorada, o potiguar Fernando Cabral, 25 anos, tomou uma decisão que parecia inevitável naquele momento: pegar dinheiro emprestado por meio do cartão de crédito para conseguir visitá-la. A ideia era simples – ver a companheira e pagar o empréstimo com recursos do trabalho. Mas, com o tempo, a solução rápida acabou se transformando em um problema de difícil resolução. Desempregado, ele ficou sem dinheiro para quitar a dívida e precisou negociar o valor meses depois, quando o tamanho da conta já era outro maior que o anterior. Cinco meses depois, já novamente empregado, Fernando tem outra visão sobre o dinheiro e criou uma forma de equilibrar as contas: só gasta 30% do que ganha com o cartão de crédito, incluindo o pagamento da dívida. O caso do potiguar não é isolado: o RN registrou a maior alta do Nordeste, entre janeiro e julho de 2025, na negociação de dívidas, com aumento de 22%. Outro dado chama a atenção: pessoas como Fernando, da chamada Geração Z, entre 18 e 25 anos, foram os principais responsáveis por impulsionar a alta do Estado: aumento de 64% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são da Serasa Experian, que publicou pesquisa nesta semana sobre a regularização financeira em todo o Brasil. “Minha ideia era, assim que voltasse da viagem, achar um emprego e equilibrar as contas. Só que o mercado de trabalho está difícil e não foi isso que ocorreu. Por isso precisei renegociar, porque já tinha aumentado um pouco a dívida, já que eu fiquei um tempo sem pagar”, aponta. “Eu aprendi a lição para não contar com o ovo dentro da galinha, digamos assim, porque se eu estou fazendo esse tipo de coisa e fico desempregado e não tenho direito a seguro desemprego, eu não posso contar com isso. Pra mim, se eu for usar o cartão de crédito, é o equivalente a 30% da renda mensal. Isso, mesmo se eu ficar desempregado, dá para pagar”, comenta. O cenário do RN no crescimento das negociações de dívidas entre os jovens foi um dos mais positivos do Brasil, que também registrou crescimento de 49% na quantidade de pessoas que negociaram pela plataforma Serasa Limpa Nome. No perfil das dívidas, os débitos com cartões de crédito e bancos são responsáveis por 32% de toda a inadimplência no RN, seguidos dos financiamentos, com 26%. “Hoje temos uma facilidade e conhecimento de saúde financeira muito superior ao que tínhamos 10 anos atrás. Hoje entra-se no Tiktok, Kwai, Instagram e encontra-se diversos influenciadores que te inspiram a ter esse controle das contas, quanto se ganha, quanto se gasta. Essa democratização da informação da saúde financeira se demostrou bem clara nessa pesquisa em que fizemos com várias gerações, mas com a Geração Z destoando de todas. Esse conhecimento, há alguns anos, era difícil de ser atingido, precisava de cursos, livros, mas não era tão simples de se pegar em qualquer lugar”, afirma Lucas Tosati, especialista da Serasa em educação financeira. A situação que Fernando Cabral passou no final de 2024 e no primeiro trimestre deste ano não foi nova para ele, mas deixou lições importantes. Anos antes, ele havia contraído uma dívida, também de cartão de crédito, que precisou ser negociada junto a plataformas do Serasa. Atualmente, Fernando trabalha como assistente virtual e conta que modificou completamente sua relação com o dinheiro. Ele espera pagar suas dívidas o quanto antes. Assim como Fernando, o potiguar Mário Filipe, de 24 anos, também se viu numa situação financeiramente delicada em 2025. A questão dele, no entanto, guarda relação com o período em que esteve na faculdade, quando recorreu a empréstimos e cheques especiais fornecidos por bancos. Após isso, ficou com dificuldade de acesso a crédito, tendo se regularizado somente há dois anos. “Sobre negociar dívidas, teve uma recentemente que eu fiz no cartão de crédito justamente porque seria melhor não pagar juros. Na minha cabeça, eu pegaria o cartão, passaria numa máquina e teria acesso ao dinheiro. Os juros que eu recebia, seriam pequenos. Às vezes faltava dinheiro para pagar duas contas e eu passava elas duas no cartão e dividia sem juros. Só que juntei tantas coisas que no primeiro mês veio uma parcela de R$ 200 e no segundo subiu para R$ 800. Não consegui pagar, parcelei a despesa, mas tive meu cartão cancelado”, relembra Mário Filipe, que é servidor público. Geração Z tem traçado objetivos A pesquisa da Serasa ouviu 2.923 participantes de 18 a 29 anos em todo o país. De acordo com o estudo, 59,3% dos jovens nordestinos já são os principais responsáveis por seus gastos mensais, e 35,6% ajudam nas contas de casa. Entre os objetivos com o dinheiro, os principais são comprar um bem como casa ou carro (46,8%), investir (32,6%) e pagar as contas básicas (31,7%). “Quando analisamos o comportamento dessa geração, conseguimos perceber que estamos formando uma geração muito responsável”, explica Lucas Tosati, especialista da Serasa em educação financeira. “O dado que mais me chamou atenção foi os objetivos que a Geração Z já vem construindo, demonstrando um crescimento em entender que a saúde financeira é um ponto importante. Percebemos que 46% deles querem comprar casa ou carro. Quando pensamos em saúde financeira, ter um planejamento, meta, estabelecer para onde vamos no futuro, é um dos primeiros passos a se tomar”, aponta. Segundo o economista e integrante do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon-RN), Helder Cavalcanti, o aumento de negociações no Nordeste se deve a dois fatores de destaque: a intensa divulgação das rodadas de negociação e mutirões de limpezas de nome aliada a um forte movimento de educação financeira. “É uma atividade que a docência tem procurado encaixar nisso, há um incentivo claro do governo em dar esse suporte às pessoas e algumas entidades, como o Conselho de Economia, de dotar as pessoas do senso crítico para gerir seu dinheiro. A negociação das dívidas é uma das etapas de uma boa gestão financeira. É estimulante, é algo
Sesc Oceanário abre para visitação em shopping de Natal neste final de semana
Foto: Divulgação O Sesc Oceanário, unidade móvel de educação ambiental, abre suas portas para o público do Natal Shopping nesta sexta-feira (22), a partir das 18h. A unidade ficará disponível para visitação gratuita no piso L2 até o domingo, em horário de funcionamento normal do shopping. Será incentivada a ação solidária, por meio de entrega de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao Sesc Mesa Brasil. A iniciativa é do Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN), entidade do Sistema Fecomércio RN. Trata-se do primeiro oceanário móvel do estado, criado com o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento sobre biologia marinha, sustentabilidade e preservação dos oceanos. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os de número 4, Educação de Qualidade, e 14, Vida na Água. Com estrutura inflável em formato de cúpula e tecnologia de projeção em 180°, o Sesc Oceanário oferece uma experiência imersiva e educativa voltada para estudantes, professores e o público em geral. Os conteúdos abordam temas como biodiversidade marinha, Amazônia Azul, mudanças climáticas e o papel do Brasil na preservação dos ecossistemas costeiros e oceânicos. As visitas à unidade são divididas em três momentos: uma sessão de cinema dentro da cúpula com mediação de um professor de biologia; uma exposição interativa sobre fauna, flora e preservação ambiental; e uma oficina prática focando na fixação dos temas abordados. Cada sessão tem duração máxima de uma hora e pode receber até 50 participantes por vez. Agendamentos Os interessados em contratar o serviço para sua escola ou evento devem entrar em contato pelo telefone (84) 3133-0360 ou pelo e-mail oceanario@rn.sesc.com.br para solicitar a proposta comercial de acordo com a necessidade, e ter acesso às datas disponíveis para a visita e valores, que serão negociados diretamente entre o Sesc RN e o evento ou escola. PONTA NEGRA NEWS
Tarifaço é ineficaz até para americanos, diz economista de Harvard
Versão em áudio O “tarifaço” promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra parceiros comerciais é uma política ineficaz até mesmo para os americanos, de acordo com o professor e economista da Universidade de Harvard Dani Rodrik. Segundo ele, as sucessivas taxações sobre produtos que chegam aos Estados Unidos, uma das principais políticas externas de Trump, não servem para incentivar a economia americana, tampouco para garantir melhores empregos para os próprios americanos. “Há uma boa chance de que, no final das contas, isso seja autodestrutivo”, diz Dani Rodrik. Rodrik é ganhador de inúmeros prêmios e, atualmente, é codiretor do Programa Reimagining the Economy, na Kennedy School, e da rede Economics for Inclusive Prosperity. Entre 2021 e 2023, foi presidente da Associação Econômica Internacional, na qual ajudou a fundar a iniciativa Mulheres na Liderança em Economia. Nesta semana, o economista participou do seminário Globalização, Desenvolvimento e Democracia, realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Open Society Foundations, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. Dani Rodrik fez duras críticas à política adotada por Trump. Segundo ele, os objetivos alegados pelo presidente, como a reconstrução da indústria americana e o fortalecimento da classe média, não serão alcançados com tarifas de importação. “O problema com a América de Trump não é o nacionalismo econômico, é que Trump não está adotando políticas que sejam nacionalistas o suficiente. Na verdade, não apenas não está claro de quem é o interesse, mas posso dizer que não está servindo ao interesse econômico americano” afirma. Os produtos do Brasil estão entre os alvos de Trump. No último dia 6, entrou em vigor a tarifa de 50% imposta sobre parte das exportações brasileiras para o país norte-americano. Segundo o governo brasileiro, a medida, assinada no dia 30 de julho, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado norte-americano, o que representa 4% das exportações do Brasil. Cerca de 700 produtos foram incluídos em uma lista de exceções que não sofrerão a sobretaxa. Para reduzir o impacto aos demais produtores nacionais, foi divulgado o Plano Brasil Soberano, no último dia 13. Dani Rodrik explica que, ao taxar os produtos, pode-se até aumentar a arrecadação ou mesmo o lucro das empresas americanas, mas isso não necessariamente será revertido em empregos de qualidade e bem remunerados aos americanos ─ o que poderia fazer com que a qualidade de vida da população, sobretudo da classe média, melhorasse. “As tarifas apenas aumentam a lucratividade de certos segmentos da manufatura. Agora, quando algumas empresas se tornam mais lucrativas, elas necessariamente inovam mais? Elas necessariamente investem mais? Elas investem mais em seus trabalhadores? Elas necessariamente contratam mais trabalhadores? Elas tentam ser mais competitivas? Todas essas coisas boas não estão diretamente ligadas ao fato de que, agora, elas estão ganhando mais dinheiro, porque você também pode reverter os lucros maiores aos gerentes ou acionistas”, diz. Para ele, as tarifas, quando adotadas pelos países, devem ser medidas temporárias e devem ser associadas a ações internas que estimulem a economia. “As tarifas são um expediente temporário, um escudo temporário, mas não são o principal instrumento pelo qual você atinge esses objetivos, porque, para isso, não são muito eficazes”, diz. “Os impostos podem ter um papel a desempenhar, mas o papel que desempenham seria, na melhor das hipóteses, um complemento, sempre que você tiver uma estratégia doméstica ─ seja para proteger certos setores ou políticas sociais, seja para promover a inovação por meio de políticas industriais ou por meio de mais empregos e bons empregos”, acrescenta. O economista cita a China como um exemplo de modelo de crescimento. “A China tem seguido políticas que promovem seus próprios interesses econômicos nacionais acima de tudo. Mas, como resultado, essas políticas foram, em sua maioria, bem planejadas em termos de crescimento econômico”, defende. Investimentos no Brasil Trump também foi criticado pelo presidente do Conselho da Open Society, Alex Soros, que também participou do seminário. A Open Society é uma rede internacional de filantropia fundada por George Soros, pai de Alex. Soros comentou o fechamento da Usaid, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, que era a principal agência de ajuda externa do governo dos EUA. Segundo ele, as ações humanitárias sofreram “muitos dos cortes mais dolorosos. Agora se sabe que pessoas morreram ao redor do mundo por conta dos cortes da Usaid”, diz. “Falando como um americano, isso não é um interesse americano”, disse Alex Soros. O presidente do Conselho da Open Society, Alex Soros, durante abertura do seminário Globalização, Desenvolvimento e Democracia Tânia Rêgo/Agência Brasil Na quarta-feira (20), no dia do evento, a Open Society Foudations anunciou que apoiará iniciativas na América Latina voltadas para populações historicamente marginalizadas, com foco especial em povos indígenas, comunidades afrodescendentes e mulheres. A estratégia terá Brasil, Colômbia e México como foco principal. A intenção é apoiar, com um plano de investimento com duração de oito anos, organizações da sociedade civil e parcerias com governos para criar conjuntamente políticas públicas que atendam de forma direta às necessidades dessas populações, promovendo acesso a serviços, saúde, meio ambiente saudável, empregos de qualidade e segurança. Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, esses cortes feitos por Trump impactam principalmente os países pobres. “Nós não temos como enfrentar as desigualdades no mundo de forma isolada, muito menos os países em desenvolvimento e países pobres”, diz. “Eu acho que é muito importante que a gente tenha uma reação dos atores comprometidos com a democracia, que não se fechem no olhar somente da agenda econômica e comercial, mas que passem a olhar o que está em risco de fato”, defende. AGÊNCIA BRASIL
Brasil registra alta de casos de covid-19, diz levantamento
O Brasil fechou oito semanas consecutivas de aumento na confirmação de casos de covid-19 no último sábado, dia 16. A informação é de um boletim do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), que alerta para uma alta na circulação do vírus Sars-CoV-2.Play Video As análises do ITpS consideram a positividade de exames para a infecção – uma taxa que relaciona o número de exames feitos ao de resultados positivos. Os dados são de laboratórios parceiros – Dasa, DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Hospital Israelita Albert Einstein, Sabin e Target. Nas últimas quatro semanas, em especial, o Instituto percebeu que a positividade de testes para covid aumentou de 5% para 13%. O aumento foi visto em todas as faixas etárias, mas foi maior na de 30 a 59 anos. Na última semana, o Distrito Federal apresentou a maior taxa de testes positivos (19%), seguido do Rio de Janeiro (18%) e de São Paulo (18%). Em contrapartida, diz o boletim de monitoramento, os demais vírus respiratórios seguem com positividade igual ou abaixo de 5%. Com isso, o Sars-CoV-2 é o vírus respiratório de maior circulação. O infectologista Marcelo Otsuka, presidente do departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e do Comitê Materno-Infantil da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), que não está envolvido com o ITpS, comenta, que, de fato, é possível notar um aumento de casos de covid nos consultórios. “Quando olhamos para os gráficos, desde o início da pandemia, percebemos que nesta época do ano costuma haver um certo aumento de casos, assim como ocorre em janeiro e dezembro.” Ele diz que, tradicionalmente, esses meses não são os de maior incidência das infecções virais e dos quadros respiratórios. “A sazonalidade do covid ainda não está estabelecida, mas parece que é um pouco diferente da de outros vírus, como o VSR e o influenza”, continua. Diante da alta de casos, o médico destaca que a melhor forma de se proteger contra a doença é estar com a vacinação em dia. Além disso, ele aponta que indivíduos com sintomas respiratórios devem fazer o teste e evitar o contato com outras pessoas, sobretudo de grupos de risco – como crianças muito pequenas, imunodeprimidos e idosos. O uso de máscara é recomendado nesse caso. Nova variante Na metade de julho, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) confirmou a circulação de uma nova variante, a XFG, no Rio de Janeiro. Ela já havia sido detectada em São Paulo, Ceará e Santa Catarina. Identificada no Sudeste Asiático, a linhagem tem se espalhado rapidamente em vários países. Ela foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variante sob monitoramento” no final de junho. Na visão de Otsuka, ainda faltam dados para relacioná-la à atual alta de casos no País. ESTADÃO CONTEÚDO
Prefeitura dá continuidade às ações do Agosto Verde no CMEI Ivone Maria
As crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Ivone Maria, no Centro, participaram de um evento especial nesta sexta-feira (22), alusiva ao Agosto Verde, campanha nacional que valoriza a primeira infância, dos zero aos seis anos. A ação integra a programação promovida pela Prefeitura de Parnamirim ao longo do mês, fortalecendo iniciativas que estimulam o desenvolvimento infantil por meio do lazer, da conscientização, da educação e da saúde. No CMEI Ivone Maria, o dia começou com a soltura de balões em frente à escola, cada um levando consigo papéis com os direitos da criança. Houve ainda roda musical com clássicos infantis; contação da história “Todas as cores”, de Ruth Rocha; e momentos de diversão com brinquedos e brincadeiras antigas, como o “vai e vem”, peteca, bonecas de pano e carrinhos de madeira, muitos deles feitos de material reciclado. PREFEITURA DE PARNAMIRIM
UERN abre inscrições para cursos gratuitos para pessoas acima de 60 anos em quatro cidades
A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) abriu inscrições para novas turmas do Programa UERN 60+, iniciativa voltada para pessoas com idade acima de 60 anos. São 310 vagas gratuitas, distribuídas em sete cursos ofertados nos campi de Natal, Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros. As inscrições estão abertas até 25 de agosto de 2025, podendo ser feitas pelo formulário eletrônico ou via QR-Code. As capacitações terão início também no dia 25 de agosto e seguem até 11 de novembro, correspondendo ao semestre letivo 2025.2, com carga horária total de 60 horas. Link para inscrições, clique aqui Confira os cursos por cidade Mossoró Caicó Pau dos Ferros Natal 98FM NATAL
Festival Rota Cultural movimenta Macaíba com caminhada histórica
No próximo domingo (24), Macaíba recebe a Caminhada Histórica, como parte do Festival Rota Cultural, projeto que integra arte, história e educação patrimonial. A concentração será às 15h, no Marco Zero de Macaíba, nas Cinco Bocas, ao lado da Casa de Cultura Popular Nair Mesquita. A entrada é gratuita.Play Video O percurso será conduzido pelo guia de turismo e memorialista Wedson Nunes, que há mais de 20 anos atua na preservação e difusão da história local. Durante a caminhada, o público poderá conhecer trechos marcantes do centro histórico e reviver memórias que fazem parte da identidade macaibense. A caminhada termina na Praça Paulo Holanda Paz, no Polo Cultural, com apresentações artísticas e musicais. Entre as atrações estão o cantor Jobay, que apresenta um repertório marcado por samba, reggae e ritmos da música baiana, o Pau Furado Raiz de Mulheres Quilombolas e o grupo regional Fuxico de Feira. O Festival Rota Cultural acontece durante todo o mês de agosto, com programação diversa com intuito de aproximar a população do patrimônio histórico, valorizar artistas locais e promover experiências educativas. A idealização é de Larissa Bianca, produtora cultural e guia de turismo, com produção do Coletivo Mangue, Larissa Bianca Produções e Goiamum das Artes. O Festival é apresentado pela Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte e do Governo do Estado do RN, Programa Nacional Aldir Blanc de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal. O evento conta ainda com o apoio da Prefeitura de Macaíba. Exposição Novo Antigo Também integra a programação do Festival Rota Cultural a exposição Novo Antigo, que reúne obras de artistas plásticos macaibenses, fotografias históricas e uma intervenção interativa. A mostra acontece na Casa de Cultura Popular Nair Mesquita e segue aberta até 5 de setembro. O público é convidado a participar levando fotos, desenhos ou pinturas para compor o espaço coletivo. A visitação é gratuita, de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 14h às 16h. Aulas práticas para escolas públicas Entre os dias 25 e 29 de agosto, a programação se estende às escolas públicas, com aulas práticas no centro histórico voltadas para estudantes da rede municipal. A iniciativa busca aproximar a juventude da história local, transformando a cidade em sala de aula. Serviço: O quê: Festival Rota Cultural – Arte, História e Educação PatrimonialCaminhada Histórica: domingo, 24/08, às 15h, concentração no Marco ZeroEncerramento: Praça Paulo Holanda Paz, com Jobay e Banda Fuxico de FeiraExposição Novo Antigo: até 5 de setembro, na Casa de Cultura Popular Nair Mesquita (8h às 11h | 14h às 16h) TRIBUNA DO NORTE