{"id":7560,"date":"2025-08-16T18:04:00","date_gmt":"2025-08-16T18:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=7560"},"modified":"2025-08-20T00:06:39","modified_gmt":"2025-08-20T00:06:39","slug":"rn-e-lider-nacional-no-uso-de-inteligencia-artificial-nas-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=7560","title":{"rendered":"RN \u00e9 l\u00edder nacional no uso de intelig\u00eancia artificial nas empresas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250817_9EC10_FT_Adriano-Abreu.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250817_9EC10_FT_Adriano-Abreu-1068x712.jpg\" alt=\"\" title=\"20250817_9EC10_FT_Adriano Abreu\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Hais Tech utiliza Intelig\u00eancia Artificial (IA) para monitoramento remoto de pacientes, inovando na \u00e1rea da sa\u00fade do RN | Foto: Adriano Abreu<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Larissa Duarte<br><\/strong>Rep\u00f3rterPlay Video<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rio Grande do Norte desponta como l\u00edder nacional no uso de intelig\u00eancia artificial (IA) no ambiente corporativo, consolidando-se como um polo de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no pa\u00eds. De acordo com a s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio de Tend\u00eancias da Great Place to Work (GPTW), 73% das empresas potiguares j\u00e1 utilizam a tecnologia em atividades rotineiras, percentual acima da m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 50%. No Brasil, o levantamento aponta ainda que 24% das organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o em processo de aprendizado para adotar a ferramenta e apenas 17% n\u00e3o atuamm com IA. A presen\u00e7a da IA no cotidiano das empresas do Estado reflete uma tend\u00eancia que se consolida em diversos setores da economia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os neg\u00f3cios locais que adotaram a tecnologia, a Escaping Natal, especializada em jogos de fuga imersivos, \u00e9 exemplo de como a IA pode otimizar processos e gerar resultados r\u00e1pidos. O CEO, Tamil Selvam, conta que a decis\u00e3o de implementar a intelig\u00eancia artificial surgiu da alta demanda no atendimento e da limita\u00e7\u00e3o de tempo para lidar com reservas e novos clientes. A implanta\u00e7\u00e3o envolveu forma\u00e7\u00e3o interna para que toda a equipe conseguisse acessar e usar a tecnologia corretamente, garantindo integra\u00e7\u00e3o fluida ao fluxo di\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTivemos uma redu\u00e7\u00e3o de 30% no n\u00famero de no-shows, e um aumento de 10% nas vendas. Al\u00e9m disso, houve ganho de efici\u00eancia no atendimento e na opera\u00e7\u00e3o em geral. Melhoramos processos internos e agora estamos expandindo o uso da IA para a cria\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, itens de sala e produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos. A IA ser\u00e1 essencial para nossa inova\u00e7\u00e3o cont\u00ednua\u201d, avalia Tamil. Para as reservas, agora o usu\u00e1rio consegue fazer o processo completo no site, escolhendo a sala, data, hor\u00e1rio e n\u00famero de pessoas, entre adultos e crian\u00e7as, diminuindo a necessidade de contato direto com atendente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento mostra que o RN supera estados como Rio Grande do Sul (60%) e Piau\u00ed (63%), que aparecem na sequ\u00eancia do ranking dos que mais usam a intelig\u00eancia artificial ap\u00f3s o RN. \u201cPodemos dizer que a tend\u00eancia \u00e9 clara: o uso de IA est\u00e1 se espalhando e j\u00e1 \u00e9 uma realidade tamb\u00e9m para pequenos e m\u00e9dios neg\u00f3cios do RN, ainda que as grandes empresas tendam a apresentar aplica\u00e7\u00f5es mais sofisticadas\u201d, avalia Carlos von Sohsten, gestor do IALab do Sebrae RN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o gestor, a tecnologia se tornou um diferencial competitivo real. \u201cEla ajuda a automatizar tarefas, melhorar a efici\u00eancia e personalizar o atendimento ao cliente, gerando decis\u00f5es mais r\u00e1pidas e embasadas em dados. Para aproveitar bem, recomendamos que as empresas invistam na capacita\u00e7\u00e3o das equipes, comecem por solu\u00e7\u00f5es acess\u00edveis e de f\u00e1cil implementa\u00e7\u00e3o, integrem a tecnologia aos processos j\u00e1 existentes e priorizem \u00e1reas de maior impacto\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento da GPTW mostra que, no recorte nacional, setores como Contabilidade (80%), Est\u00e9tica e Beleza (75%) e Seguros (67%) lideram a ado\u00e7\u00e3o, enquanto Ind\u00fastria (48%) e Alimenta\u00e7\u00e3o (40%) ainda avan\u00e7am mais lentamente. No RN, as \u00e1reas mais citadas s\u00e3o marketing digital, gest\u00e3o financeira e automa\u00e7\u00e3o de processos, com aplica\u00e7\u00f5es que incluem automa\u00e7\u00e3o de campanhas, personaliza\u00e7\u00e3o de ofertas, controle de caixa, concilia\u00e7\u00e3o financeira, uso de chatbots, integra\u00e7\u00e3o de sistemas e treinamentos corporativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do outro lado, entre as empresas que ilustram a execu\u00e7\u00e3o desse protagonismo, est\u00e1 a Hais Tech, startup potiguar. Para al\u00e9m de atividades corporativas, a empresa atua com foco em solu\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade. \u201cOs pacientes quando est\u00e3o internados, eles est\u00e3o conectados a equipamentos biom\u00e9dicos que coletam batimentos, press\u00e3o, temperatura, satura\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio. A gente consegue coletar esses dados e disponibiliz\u00e1-los em uma plataforma para que a equipe cl\u00ednica consiga acompanhar os pacientes de maneira remota e inteligente\u201d, detalha Ramon Malaquias, CEO da Hais Tech.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ressalta que, al\u00e9m de desenvolver solu\u00e7\u00f5es baseadas em intelig\u00eancia artificial, a empresa tamb\u00e9m utiliza a tecnologia no dia a dia. Em seu neg\u00f3cio, Ramon conta com ferramentas de IA que auxiliam tanto na gera\u00e7\u00e3o de c\u00f3digo quanto no suporte a desenvolvimentos mais complexos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a de empresas como a Escaping Natal e a Hais Tech refor\u00e7a a leitura de que o avan\u00e7o potiguar no uso de IA \u00e9 sustentado por um ecossistema que combina capacita\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Para a CCO do GPTW, Daniela Diniz, esse \u00e9 um caminho sem volta. \u201cOs que resistirem por mais tempo v\u00e3o ficar cada vez mais para tr\u00e1s. Ainda temos barreiras, especialmente a falta de conhecimento e de capacita\u00e7\u00e3o. Hoje j\u00e1 necessitamos de habilidades espec\u00edficas para o uso de IA e n\u00e3o encontramos no mercado profissionais capacitados. Outra barreira \u00e9 o medo da mudan\u00e7a, que gera sempre resist\u00eancia a novas tecnologias\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Setores incorporam IA em suas rotinas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cen\u00e1rio local, a dissemina\u00e7\u00e3o da IA \u00e9 impulsionada por um hist\u00f3rico de investimentos em forma\u00e7\u00e3o profissional e pela atua\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Instituto Metr\u00f3pole Digital (IMD). Para Marcelo Fernandes, coordenador do N\u00facleo de IA e Ci\u00eancia de Dados do IMD\/UFRN, a lideran\u00e7a potiguar tem explica\u00e7\u00e3o direta. \u201cCapacita\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra-chave. A UFRN trabalha com intelig\u00eancia artificial desde 1999, acumulando 25 anos de pesquisas, disserta\u00e7\u00f5es, doutorados e projetos que envolvem IA. Esse trabalho de longo prazo explica por que o RN est\u00e1 na frente\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, a a\u00e7\u00e3o de base permitiu que, hoje, quase 90% dos projetos do IMD com empresas privadas e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas envolvam intelig\u00eancia artificial. \u201cEsse dado da GPTW \u00e9 espetacular, mas n\u00e3o nos surpreende. N\u00f3s j\u00e1 percebemos isso no dia a dia dos nossos projeto\u201d, relata. Apesar da posi\u00e7\u00e3o de destaque, ele admite que a forma\u00e7\u00e3o de profissionais ainda \u00e9 insuficiente. \u201cA IA precisa estar na forma\u00e7\u00e3o de todas as \u00e1reas, n\u00e3o s\u00f3 tecnologia. N\u00e3o faz sentido um aluno de Jornalismo, Medicina ou Direito sair da gradua\u00e7\u00e3o sem no\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia artificial\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O setor industrial \u00e9 um dos que tamb\u00e9m incorpora a tecnologia em processos de alto impacto. No Instituto SENAI de Inova\u00e7\u00e3o em Energias Renov\u00e1veis, as aplica\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde a prospec\u00e7\u00e3o de fontes at\u00e9 a previs\u00e3o de falhas e otimiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es. O pesquisador Raniere Rodrigues, que lidera projetos com IA no instituto, observa que a IA \u00e9 especialmente valiosa para descrever, prever e apoiar a tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA intelig\u00eancia artificial \u00e9 extremamente transversal. No nosso Instituto, aplicamos solu\u00e7\u00f5es tanto para prospec\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis quanto para otimiza\u00e7\u00e3o e monitoramento de ativos do setor el\u00e9trico. S\u00e3o demandas que v\u00e3o desde um estudo t\u00e9cnico at\u00e9 o desenvolvimento de um equipamento novo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No setor el\u00e9trico, a previs\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o e armazenamento de energia se tornou mais complexa com a entrada de fontes renov\u00e1veis vari\u00e1veis, como solar e e\u00f3lica. Com a IA, est\u00e1 sendo poss\u00edvel modelar e antecipar cen\u00e1rios com mais precis\u00e3o, reduzindo perdas e melhorando a efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa do GPTW tamb\u00e9m revela que a utiliza\u00e7\u00e3o da IA n\u00e3o est\u00e1, por enquanto, substituindo em larga escala a m\u00e3o de obra humana. No geral, 44% dos respondentes afirmam n\u00e3o perceber substitui\u00e7\u00f5es, enquanto 28% dizem que isso pode estar acontecendo e 13% j\u00e1 notam mudan\u00e7as mais significativas em algumas fun\u00e7\u00f5es. Outros 15% n\u00e3o t\u00eam conhecimento do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa quest\u00e3o do impacto no trabalho, precisamos estar preparados. A gente vai ter que aprender a usar essas novas ferramentas para poder n\u00e3o ser atropelados por elas\u201d, explica Marcelo Fernandes, do IMD.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No recorte por estado, al\u00e9m do RN, outras unidades federativas com altos \u00edndices de uso s\u00e3o Minas Gerais, Santa Catarina e Par\u00e1, todos com 53%, e Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo, com 51%. J\u00e1 na Bahia e no Amazonas, os percentuais s\u00e3o de 33% e 32%, respectivamente. Acre, Roraima e Amap\u00e1 n\u00e3o aparecem no ranking de IA por falta de respostas de empresas nas localidades. J\u00e1 o Maranh\u00e3o, os dados somente mostram que 43% das empresas n\u00e3o trabalham com IA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRIBUNA DO NORTE<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Larissa DuarteRep\u00f3rterPlay Video O Rio Grande do Norte desponta como l\u00edder nacional no uso de intelig\u00eancia artificial (IA) no ambiente corporativo, consolidando-se como um polo de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no pa\u00eds. De acordo com a s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio de Tend\u00eancias da Great Place to Work (GPTW), 73% das empresas potiguares j\u00e1 utilizam a tecnologia em atividades rotineiras, percentual acima da m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 50%. No Brasil, o levantamento aponta ainda que 24% das organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o em processo de aprendizado para adotar a ferramenta e apenas 17% n\u00e3o atuamm com IA. A presen\u00e7a da IA no cotidiano das empresas do Estado reflete uma tend\u00eancia que se consolida em diversos setores da economia. Entre os neg\u00f3cios locais que adotaram a tecnologia, a Escaping Natal, especializada em jogos de fuga imersivos, \u00e9 exemplo de como a IA pode otimizar processos e gerar resultados r\u00e1pidos. O CEO, Tamil Selvam, conta que a decis\u00e3o de implementar a intelig\u00eancia artificial surgiu da alta demanda no atendimento e da limita\u00e7\u00e3o de tempo para lidar com reservas e novos clientes. A implanta\u00e7\u00e3o envolveu forma\u00e7\u00e3o interna para que toda a equipe conseguisse acessar e usar a tecnologia corretamente, garantindo integra\u00e7\u00e3o fluida ao fluxo di\u00e1rio. \u201cTivemos uma redu\u00e7\u00e3o de 30% no n\u00famero de no-shows, e um aumento de 10% nas vendas. Al\u00e9m disso, houve ganho de efici\u00eancia no atendimento e na opera\u00e7\u00e3o em geral. Melhoramos processos internos e agora estamos expandindo o uso da IA para a cria\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, itens de sala e produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos. A IA ser\u00e1 essencial para nossa inova\u00e7\u00e3o cont\u00ednua\u201d, avalia Tamil. Para as reservas, agora o usu\u00e1rio consegue fazer o processo completo no site, escolhendo a sala, data, hor\u00e1rio e n\u00famero de pessoas, entre adultos e crian\u00e7as, diminuindo a necessidade de contato direto com atendente. O levantamento mostra que o RN supera estados como Rio Grande do Sul (60%) e Piau\u00ed (63%), que aparecem na sequ\u00eancia do ranking dos que mais usam a intelig\u00eancia artificial ap\u00f3s o RN. \u201cPodemos dizer que a tend\u00eancia \u00e9 clara: o uso de IA est\u00e1 se espalhando e j\u00e1 \u00e9 uma realidade tamb\u00e9m para pequenos e m\u00e9dios neg\u00f3cios do RN, ainda que as grandes empresas tendam a apresentar aplica\u00e7\u00f5es mais sofisticadas\u201d, avalia Carlos von Sohsten, gestor do IALab do Sebrae RN. Para o gestor, a tecnologia se tornou um diferencial competitivo real. \u201cEla ajuda a automatizar tarefas, melhorar a efici\u00eancia e personalizar o atendimento ao cliente, gerando decis\u00f5es mais r\u00e1pidas e embasadas em dados. Para aproveitar bem, recomendamos que as empresas invistam na capacita\u00e7\u00e3o das equipes, comecem por solu\u00e7\u00f5es acess\u00edveis e de f\u00e1cil implementa\u00e7\u00e3o, integrem a tecnologia aos processos j\u00e1 existentes e priorizem \u00e1reas de maior impacto\u201d, orienta. O levantamento da GPTW mostra que, no recorte nacional, setores como Contabilidade (80%), Est\u00e9tica e Beleza (75%) e Seguros (67%) lideram a ado\u00e7\u00e3o, enquanto Ind\u00fastria (48%) e Alimenta\u00e7\u00e3o (40%) ainda avan\u00e7am mais lentamente. No RN, as \u00e1reas mais citadas s\u00e3o marketing digital, gest\u00e3o financeira e automa\u00e7\u00e3o de processos, com aplica\u00e7\u00f5es que incluem automa\u00e7\u00e3o de campanhas, personaliza\u00e7\u00e3o de ofertas, controle de caixa, concilia\u00e7\u00e3o financeira, uso de chatbots, integra\u00e7\u00e3o de sistemas e treinamentos corporativos. Do outro lado, entre as empresas que ilustram a execu\u00e7\u00e3o desse protagonismo, est\u00e1 a Hais Tech, startup potiguar. Para al\u00e9m de atividades corporativas, a empresa atua com foco em solu\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade. \u201cOs pacientes quando est\u00e3o internados, eles est\u00e3o conectados a equipamentos biom\u00e9dicos que coletam batimentos, press\u00e3o, temperatura, satura\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio. A gente consegue coletar esses dados e disponibiliz\u00e1-los em uma plataforma para que a equipe cl\u00ednica consiga acompanhar os pacientes de maneira remota e inteligente\u201d, detalha Ramon Malaquias, CEO da Hais Tech. Ele ressalta que, al\u00e9m de desenvolver solu\u00e7\u00f5es baseadas em intelig\u00eancia artificial, a empresa tamb\u00e9m utiliza a tecnologia no dia a dia. Em seu neg\u00f3cio, Ramon conta com ferramentas de IA que auxiliam tanto na gera\u00e7\u00e3o de c\u00f3digo quanto no suporte a desenvolvimentos mais complexos. A presen\u00e7a de empresas como a Escaping Natal e a Hais Tech refor\u00e7a a leitura de que o avan\u00e7o potiguar no uso de IA \u00e9 sustentado por um ecossistema que combina capacita\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Para a CCO do GPTW, Daniela Diniz, esse \u00e9 um caminho sem volta. \u201cOs que resistirem por mais tempo v\u00e3o ficar cada vez mais para tr\u00e1s. Ainda temos barreiras, especialmente a falta de conhecimento e de capacita\u00e7\u00e3o. Hoje j\u00e1 necessitamos de habilidades espec\u00edficas para o uso de IA e n\u00e3o encontramos no mercado profissionais capacitados. Outra barreira \u00e9 o medo da mudan\u00e7a, que gera sempre resist\u00eancia a novas tecnologias\u201d, pontua. Setores incorporam IA em suas rotinas No cen\u00e1rio local, a dissemina\u00e7\u00e3o da IA \u00e9 impulsionada por um hist\u00f3rico de investimentos em forma\u00e7\u00e3o profissional e pela atua\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Instituto Metr\u00f3pole Digital (IMD). Para Marcelo Fernandes, coordenador do N\u00facleo de IA e Ci\u00eancia de Dados do IMD\/UFRN, a lideran\u00e7a potiguar tem explica\u00e7\u00e3o direta. \u201cCapacita\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra-chave. A UFRN trabalha com intelig\u00eancia artificial desde 1999, acumulando 25 anos de pesquisas, disserta\u00e7\u00f5es, doutorados e projetos que envolvem IA. Esse trabalho de longo prazo explica por que o RN est\u00e1 na frente\u201d, afirma. Segundo ele, a a\u00e7\u00e3o de base permitiu que, hoje, quase 90% dos projetos do IMD com empresas privadas e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas envolvam intelig\u00eancia artificial. \u201cEsse dado da GPTW \u00e9 espetacular, mas n\u00e3o nos surpreende. N\u00f3s j\u00e1 percebemos isso no dia a dia dos nossos projeto\u201d, relata. Apesar da posi\u00e7\u00e3o de destaque, ele admite que a forma\u00e7\u00e3o de profissionais ainda \u00e9 insuficiente. \u201cA IA precisa estar na forma\u00e7\u00e3o de todas as \u00e1reas, n\u00e3o s\u00f3 tecnologia. N\u00e3o faz sentido um aluno de Jornalismo, Medicina ou Direito sair da gradua\u00e7\u00e3o sem no\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia artificial\u201d, comenta. O setor industrial \u00e9 um dos que tamb\u00e9m incorpora a tecnologia em processos de alto impacto. No Instituto SENAI de Inova\u00e7\u00e3o em Energias Renov\u00e1veis, as aplica\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde a prospec\u00e7\u00e3o de fontes at\u00e9 a previs\u00e3o de falhas e otimiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es. 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