{"id":4207,"date":"2025-03-21T11:25:36","date_gmt":"2025-03-21T11:25:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=4207"},"modified":"2025-03-21T11:25:37","modified_gmt":"2025-03-21T11:25:37","slug":"setor-de-eventos-teme-baixas-com-fim-do-perse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=4207","title":{"rendered":"Setor de eventos teme baixas com fim do Perse"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250321_6EC10_FT-Adriano-Abreu.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250321_6EC10_FT-Adriano-Abreu-1068x714.jpg\" alt=\"\" title=\"03-07-2024 - Economia - Ocupa\u00e7\u00e3o Hoteleirafoto\/adriano abreu\/h\/selecionadas\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Setor diz que suspens\u00e3o pode provocar um efeito cascata, prejudicando o caixa das empresas | Foto: Adriano Abreu<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o do Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse) preocupa empres\u00e1rios do Rio Grande do Norte, especialmente nos segmentos de turismo, hotelaria, bares e restaurantes. A Receita Federal informou \u00e0 Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento do Senado, no dia 12 de mar\u00e7o, que o teto de R$ 15 bilh\u00f5es em benef\u00edcios fiscais ser\u00e1 atingido ainda neste m\u00eas, o que, conforme prev\u00ea a legisla\u00e7\u00e3o, levaria ao encerramento dos incentivos j\u00e1 em abril. O setor, no entanto, contava com o benef\u00edcio at\u00e9 dezembro de 2026 e aponta distor\u00e7\u00f5es na aplica\u00e7\u00e3o dos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a presidente do Sindicato de Hot\u00e9is, Restaurantes, Bares e Similares do RN (SHRBS-RN), Grace Gosson, a suspens\u00e3o do programa pode levar a um efeito cascata, prejudicando o caixa das empresas e resultando em demiss\u00f5es. \u201cSe a partir de abril essas empresas n\u00e3o tiverem mais os benef\u00edcios tribut\u00e1rios, elas n\u00e3o v\u00e3o conseguir honrar os parcelamentos de tributos ainda da pandemia. Isso pode gerar desemprego e desestabilizar as finan\u00e7as de muitos neg\u00f3cios\u201d, afirma.Play Video<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criado em 2022 para mitigar os impactos da pandemia da Covid-19, o Perse concede al\u00edquota zero para PIS\/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ a empresas do setor de eventos. O programa recebeu reformula\u00e7\u00f5es em 2024 para ser extinto somente em dezembro de 2026, mas com a imposi\u00e7\u00e3o do teto de R$ 15 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda segundo a representante do segmento no Rio Grande do Norte, a inclus\u00e3o de grandes empresas \u2013 via judicializa\u00e7\u00e3o \u2013 na lista de benefici\u00e1rias do Perse acelerou o esgotamento dos recursos. \u201cQuando analisamos a lista de empresas que receberam a redu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, vemos que h\u00e1 uma estimativa de pelo menos seis milh\u00f5es em empresas irregulares. Precisamos que o governo reveja isso para que o programa tenha a sobrevida esperada\u201d, alerta Grace.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A contesta\u00e7\u00e3o ocorre porque, segundo a dirigente, o Perse foi estruturado para garantir a recupera\u00e7\u00e3o de empresas de eventos e hotelaria. Apesar disso, ele beneficiou neg\u00f3cios que n\u00e3o se enquadram nesse perfil, como plataformas de delivery e loca\u00e7\u00e3o, enquanto pousadas, casas de espet\u00e1culo e bares ainda lutam para quitar d\u00edvidas do per\u00edodo pand\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cr\u00edtica \u00e9 reiterada por Paolo Passariello, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel-RN). \u201cEmpresas gigantes sugaram uma fatia muito grande, em especial aquelas que durante a pandemia foram as que mais lucraram. \u00c9 preciso que tenha alguma a\u00e7\u00e3o para reverter isso\u201d, afirma. A revis\u00e3o da lista de benefici\u00e1rios e uma maior transpar\u00eancia na destina\u00e7\u00e3o dos incentivos s\u00e3o demandas priorit\u00e1rias do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Rio Grande do Norte, o setor de turismo, hotelaria, alimenta\u00e7\u00e3o e eventos teve uma recupera\u00e7\u00e3o gradual ap\u00f3s a pandemia, mas ainda carrega d\u00edvidas acumuladas. O presidente da Abrasel-RN enfatiza que a manuten\u00e7\u00e3o do Perse \u00e9 essencial para evitar a fal\u00eancia de empresas que ainda est\u00e3o pagando parcelamentos de tributos. \u201c\u00c9 preciso que seja colocado um planejamento fechado, para que empresas que se programaram para um ano pagando zero, n\u00e3o tenham que voltar a pagar tudo de novo sem estarem preparadas\u201d, defende Paolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso o programa perca a vig\u00eancia, de acordo com Grace Gosson, os empres\u00e1rios precisar\u00e3o rever despesas e buscar alternativas para honrar compromissos financeiros. \u201cSer\u00e1 necess\u00e1rio reavaliar as despesas internas de cada empresa para viabilizar o pagamento dos tributos e parcelamentos. H\u00e1 um risco real de que algumas empresas n\u00e3o consigam honrar seus compromissos, o que pode resultar em fal\u00eancias\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante da situa\u00e7\u00e3o, o setor se mobiliza para reverter a decis\u00e3o, buscando di\u00e1logo com o governo federal. Uma reuni\u00e3o foi solicitada para o dia 27 de abril, com participa\u00e7\u00e3o da Receita Federal, para discutir a continuidade do programa. O pleito conta com o apoio de cerca de 300 parlamentares. O objetivo \u00e9 garantir que o Perse continue at\u00e9 2026, conforme estabelecido na renegocia\u00e7\u00e3o de maio de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRIBUNA DO NORTE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o do Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse) preocupa empres\u00e1rios do Rio Grande do Norte, especialmente nos segmentos de turismo, hotelaria, bares e restaurantes. A Receita Federal informou \u00e0 Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento do Senado, no dia 12 de mar\u00e7o, que o teto de R$ 15 bilh\u00f5es em benef\u00edcios fiscais ser\u00e1 atingido ainda neste m\u00eas, o que, conforme prev\u00ea a legisla\u00e7\u00e3o, levaria ao encerramento dos incentivos j\u00e1 em abril. O setor, no entanto, contava com o benef\u00edcio at\u00e9 dezembro de 2026 e aponta distor\u00e7\u00f5es na aplica\u00e7\u00e3o dos recursos. Para a presidente do Sindicato de Hot\u00e9is, Restaurantes, Bares e Similares do RN (SHRBS-RN), Grace Gosson, a suspens\u00e3o do programa pode levar a um efeito cascata, prejudicando o caixa das empresas e resultando em demiss\u00f5es. \u201cSe a partir de abril essas empresas n\u00e3o tiverem mais os benef\u00edcios tribut\u00e1rios, elas n\u00e3o v\u00e3o conseguir honrar os parcelamentos de tributos ainda da pandemia. Isso pode gerar desemprego e desestabilizar as finan\u00e7as de muitos neg\u00f3cios\u201d, afirma.Play Video Criado em 2022 para mitigar os impactos da pandemia da Covid-19, o Perse concede al\u00edquota zero para PIS\/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ a empresas do setor de eventos. O programa recebeu reformula\u00e7\u00f5es em 2024 para ser extinto somente em dezembro de 2026, mas com a imposi\u00e7\u00e3o do teto de R$ 15 bilh\u00f5es. Ainda segundo a representante do segmento no Rio Grande do Norte, a inclus\u00e3o de grandes empresas \u2013 via judicializa\u00e7\u00e3o \u2013 na lista de benefici\u00e1rias do Perse acelerou o esgotamento dos recursos. \u201cQuando analisamos a lista de empresas que receberam a redu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, vemos que h\u00e1 uma estimativa de pelo menos seis milh\u00f5es em empresas irregulares. Precisamos que o governo reveja isso para que o programa tenha a sobrevida esperada\u201d, alerta Grace. A contesta\u00e7\u00e3o ocorre porque, segundo a dirigente, o Perse foi estruturado para garantir a recupera\u00e7\u00e3o de empresas de eventos e hotelaria. Apesar disso, ele beneficiou neg\u00f3cios que n\u00e3o se enquadram nesse perfil, como plataformas de delivery e loca\u00e7\u00e3o, enquanto pousadas, casas de espet\u00e1culo e bares ainda lutam para quitar d\u00edvidas do per\u00edodo pand\u00eamico. A cr\u00edtica \u00e9 reiterada por Paolo Passariello, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel-RN). \u201cEmpresas gigantes sugaram uma fatia muito grande, em especial aquelas que durante a pandemia foram as que mais lucraram. \u00c9 preciso que tenha alguma a\u00e7\u00e3o para reverter isso\u201d, afirma. A revis\u00e3o da lista de benefici\u00e1rios e uma maior transpar\u00eancia na destina\u00e7\u00e3o dos incentivos s\u00e3o demandas priorit\u00e1rias do setor. No Rio Grande do Norte, o setor de turismo, hotelaria, alimenta\u00e7\u00e3o e eventos teve uma recupera\u00e7\u00e3o gradual ap\u00f3s a pandemia, mas ainda carrega d\u00edvidas acumuladas. O presidente da Abrasel-RN enfatiza que a manuten\u00e7\u00e3o do Perse \u00e9 essencial para evitar a fal\u00eancia de empresas que ainda est\u00e3o pagando parcelamentos de tributos. \u201c\u00c9 preciso que seja colocado um planejamento fechado, para que empresas que se programaram para um ano pagando zero, n\u00e3o tenham que voltar a pagar tudo de novo sem estarem preparadas\u201d, defende Paolo. Caso o programa perca a vig\u00eancia, de acordo com Grace Gosson, os empres\u00e1rios precisar\u00e3o rever despesas e buscar alternativas para honrar compromissos financeiros. \u201cSer\u00e1 necess\u00e1rio reavaliar as despesas internas de cada empresa para viabilizar o pagamento dos tributos e parcelamentos. H\u00e1 um risco real de que algumas empresas n\u00e3o consigam honrar seus compromissos, o que pode resultar em fal\u00eancias\u201d, alerta. Diante da situa\u00e7\u00e3o, o setor se mobiliza para reverter a decis\u00e3o, buscando di\u00e1logo com o governo federal. Uma reuni\u00e3o foi solicitada para o dia 27 de abril, com participa\u00e7\u00e3o da Receita Federal, para discutir a continuidade do programa. O pleito conta com o apoio de cerca de 300 parlamentares. O objetivo \u00e9 garantir que o Perse continue at\u00e9 2026, conforme estabelecido na renegocia\u00e7\u00e3o de maio de 2024. 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