{"id":3398,"date":"2025-02-25T15:49:05","date_gmt":"2025-02-25T15:49:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=3398"},"modified":"2025-02-25T15:49:08","modified_gmt":"2025-02-25T15:49:08","slug":"rn-registrou-121-acidentes-fatais-com-ciclistas-nos-ultimos-cinco-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=3398","title":{"rendered":"RN registrou 121 acidentes fatais com ciclistas nos \u00faltimos cinco anos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/20250225_9NT1.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/20250225_9NT1-1068x675.jpg\" alt=\"\" title=\"20250225_9NT1\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Para especialistas, a falta de estrutura nas cidades aliada \u00e0 imprud\u00eancia no tr\u00e2nsito s\u00e3o fatores de risco para ciclistas | Foto: Alex R\u00e9gis<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte tr\u00e1gica de um ciclista na avenida Salgado Filho, em Natal, reacendeu o debate sobre a seguran\u00e7a vi\u00e1ria para ciclistas e amantes da bicicleta no Rio Grande do Norte. Segundo n\u00fameros da Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social (Sesed), o RN registrou a morte de pelo menos 121 ciclistas em todo o Estado nos \u00faltimos cinco anos. Para especialistas e entidades representativas de ciclistas no Estado, a falta de estrutura nas cidades aliada \u00e0 imprud\u00eancia no transito e desconhecimento da legisla\u00e7\u00e3o s\u00e3o fatores que ocasionam a crescente na morte dos ciclistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, o RN j\u00e1 registra casos de mortes em Mossor\u00f3, Natal e atropelamentos em Extremoz, Parnamirim e em outras cidades. Na semana passada, um homem de 29 anos foi preso em Extremoz, ap\u00f3s atropelar dois ciclistas. Uma das v\u00edtimas sofreu ferimentos graves.Play Video<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Ciclistas do Rio Grande do Norte (Acirn), Fabiano Silva, os casos envolvendo acidentes com ciclistas t\u00eam crescido ano a ano desde a pandemia, que fez o n\u00famero de ciclistas nas ruas disparar. \u201cEncaramos isso com enorme preocupa\u00e7\u00e3o esses sinistros de tr\u00e2nsito. Esse per\u00edodo de pandemia dobrou o n\u00famero de ciclistas nas ruas, com as pessoas evitando o transporte p\u00fablico por conta das quest\u00f5es sanit\u00e1rias e indo para as ruas atrav\u00e9s de bicicletas. \u00c9 o lado bom da coisa, mas os n\u00fameros de acidentes com ciclistas aumentou\u201d, cita. Ele acrescenta ainda que o que tem ocasionado os acidentes no Estado e em Natal \u00e9 a falta de estrutura e seguran\u00e7a vi\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o inspetor de tr\u00e2nsito Kaasten Carlos, da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal, \u00e9 importante que motoristas se conscientizem cada vez mais acerca da legisla\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, que em artigos espec\u00edficos, protege os ciclistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTemos o artigo 201 que fala que qualquer motorista deve manter dist\u00e2ncia m\u00ednima de 1,5m ao ultrapassar um ciclista. Temos ainda o artigo 220 em que o condutor reduza a velocidade. Quando o agente n\u00e3o observa que essa regra est\u00e1 sendo seguida, ocorre a infra\u00e7\u00e3o, e ele autua o condutor infrator. Para onde existe infraestrutura ciclovi\u00e1ria, temos em Natal o artigo 193, que pro\u00edbe qualquer outro ve\u00edculo que n\u00e3o a bicicleta, trafegando em ciclovia ou ciclofaixa. A multa \u00e9 de R$ 880 e 7 pontos na carteira\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, a cidade de Natal chegou a registrar 100km de em ciclovias e ciclofaixas espalhadas em v\u00e1rias ruas e regi\u00f5es da cidade. Os avan\u00e7os recentes, que fazem parte do Plano Ciclovi\u00e1rio de Natal, tem como objetivo garantir a seguran\u00e7a e a melhoria dos deslocamentos feitos pelos usu\u00e1rios de bicicletas no munic\u00edpio, al\u00e9m de oferecer conectividade deste modal com outros modais de transportes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista \u00e0 Jovem Pan News Natal, a especialista em gest\u00e3o de infraestruturas e engenheira civil, Isabel Magalh\u00e3es Amorim, disse que, embora Natal tenha registrado avan\u00e7os significativos na implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura para pedestres e ciclistas, como faixas de pedestres em meio de quadra e ciclovias, os desafios relacionados \u00e0 seguran\u00e7a persistem. Ela atribui essa dificuldade a uma cultura nacional que privilegia o uso de autom\u00f3veis particulares, dificultando a plena integra\u00e7\u00e3o de outros modais no tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cInfelizmente, essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o exclusiva de Natal, mas um reflexo de um problema cultural enraizado no Brasil. Nossa sociedade ainda possui uma mentalidade fortemente rodoviarista, com foco no uso do autom\u00f3vel particular\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma tarde de observa\u00e7\u00e3o em ruas de grande circula\u00e7\u00e3o na capital, \u00e9 poss\u00edvel observar ciclistas driblando os carros e motos em busca de espa\u00e7o e em muitos casos, dividindo faixas com \u00f4nibus. Na maioria dos casos, o respeito n\u00e3o \u00e9 sentido pelos ciclistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu percebo que precisamos de mais ciclovias, porque divide-se as passagens dos \u00f4nibus com bicicletas. Mesmo ele dando um espa\u00e7ozinho, o vento e a velocidade podem causar acidentes. E eu que ando com cargas pesadas fico numa situa\u00e7\u00e3o ainda pior. Gra\u00e7as a Deus nunca tive acidente, mas quando vejo carro grande j\u00e1 vou para cal\u00e7ada\u201d, explica o entregador de uma conveni\u00eancia na zona sul, Josinaldo Faustino, 48 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um m\u00e9dico oftalmologista identificado como Araken Britto morreu na manh\u00e3 desta segunda-feira (24) ap\u00f3s ser atropelado por um caminh\u00e3o enquanto trafegava na avenida Hermes da Fonseca, no sentido Centro\/zona Sul, em Natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele estava pedalando uma bicicleta junto a outros ciclistas, por volta das 5h30, no momento do acidente em que foi atingido pelo ve\u00edculo e morreu no local. Araken Britto, renomado m\u00e9dico oftalmologista, era conhecido n\u00e3o apenas por sua carreira na medicina, mas tamb\u00e9m por sua paix\u00e3o pelo ciclismo. Regularmente, o profissional participava de passeios que reuniam at\u00e9 20 ciclistas, pr\u00e1tica que realizava pelo menos duas vezes por semana, partindo do bairro da Ribeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O motorista da carreta envolvido no acidente prestou depoimento na delegacia e foi liberado. No momento do acidente, ele fez teste do baf\u00f4metro, que acusou negativo. A Pol\u00edcia Civil disse ainda que o motorista era habilitado para dirigir o ve\u00edculo. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pela Pol\u00edcia Civil, que disse ter realizado os procedimentos legais. O caso \u00e9 investigado pela Delegacia Especializada em Crimes de Tr\u00e2nsito (DECT).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em nota, a Federa\u00e7\u00e3o Norte-Rio-Grandense de Ciclismo lamentou a morte do m\u00e9dico e pediu provid\u00eancias. \u201cApelamos a todos os motoristas, ciclistas e pedestres: precisamos cultivar uma cultura de respeito m\u00fatuo. \u00c9 essencial que promovamos o entendimento de que todos t\u00eam o direito de circular com seguran\u00e7a. As ruas s\u00e3o para todos, e somente atrav\u00e9s da conscientiza\u00e7\u00e3o e do respeito podemos construir um ambiente mais seguro para todos os usu\u00e1rios do tr\u00e2nsito\u201d, disse no comunicado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRIBUNA DO NORTE<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte tr\u00e1gica de um ciclista na avenida Salgado Filho, em Natal, reacendeu o debate sobre a seguran\u00e7a vi\u00e1ria para ciclistas e amantes da bicicleta no Rio Grande do Norte. Segundo n\u00fameros da Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social (Sesed), o RN registrou a morte de pelo menos 121 ciclistas em todo o Estado nos \u00faltimos cinco anos. Para especialistas e entidades representativas de ciclistas no Estado, a falta de estrutura nas cidades aliada \u00e0 imprud\u00eancia no transito e desconhecimento da legisla\u00e7\u00e3o s\u00e3o fatores que ocasionam a crescente na morte dos ciclistas. Em 2025, o RN j\u00e1 registra casos de mortes em Mossor\u00f3, Natal e atropelamentos em Extremoz, Parnamirim e em outras cidades. Na semana passada, um homem de 29 anos foi preso em Extremoz, ap\u00f3s atropelar dois ciclistas. Uma das v\u00edtimas sofreu ferimentos graves.Play Video Segundo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Ciclistas do Rio Grande do Norte (Acirn), Fabiano Silva, os casos envolvendo acidentes com ciclistas t\u00eam crescido ano a ano desde a pandemia, que fez o n\u00famero de ciclistas nas ruas disparar. \u201cEncaramos isso com enorme preocupa\u00e7\u00e3o esses sinistros de tr\u00e2nsito. Esse per\u00edodo de pandemia dobrou o n\u00famero de ciclistas nas ruas, com as pessoas evitando o transporte p\u00fablico por conta das quest\u00f5es sanit\u00e1rias e indo para as ruas atrav\u00e9s de bicicletas. \u00c9 o lado bom da coisa, mas os n\u00fameros de acidentes com ciclistas aumentou\u201d, cita. Ele acrescenta ainda que o que tem ocasionado os acidentes no Estado e em Natal \u00e9 a falta de estrutura e seguran\u00e7a vi\u00e1ria. Segundo o inspetor de tr\u00e2nsito Kaasten Carlos, da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal, \u00e9 importante que motoristas se conscientizem cada vez mais acerca da legisla\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, que em artigos espec\u00edficos, protege os ciclistas. \u201cTemos o artigo 201 que fala que qualquer motorista deve manter dist\u00e2ncia m\u00ednima de 1,5m ao ultrapassar um ciclista. Temos ainda o artigo 220 em que o condutor reduza a velocidade. Quando o agente n\u00e3o observa que essa regra est\u00e1 sendo seguida, ocorre a infra\u00e7\u00e3o, e ele autua o condutor infrator. Para onde existe infraestrutura ciclovi\u00e1ria, temos em Natal o artigo 193, que pro\u00edbe qualquer outro ve\u00edculo que n\u00e3o a bicicleta, trafegando em ciclovia ou ciclofaixa. A multa \u00e9 de R$ 880 e 7 pontos na carteira\u201d, explica. Recentemente, a cidade de Natal chegou a registrar 100km de em ciclovias e ciclofaixas espalhadas em v\u00e1rias ruas e regi\u00f5es da cidade. Os avan\u00e7os recentes, que fazem parte do Plano Ciclovi\u00e1rio de Natal, tem como objetivo garantir a seguran\u00e7a e a melhoria dos deslocamentos feitos pelos usu\u00e1rios de bicicletas no munic\u00edpio, al\u00e9m de oferecer conectividade deste modal com outros modais de transportes. Em entrevista \u00e0 Jovem Pan News Natal, a especialista em gest\u00e3o de infraestruturas e engenheira civil, Isabel Magalh\u00e3es Amorim, disse que, embora Natal tenha registrado avan\u00e7os significativos na implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura para pedestres e ciclistas, como faixas de pedestres em meio de quadra e ciclovias, os desafios relacionados \u00e0 seguran\u00e7a persistem. Ela atribui essa dificuldade a uma cultura nacional que privilegia o uso de autom\u00f3veis particulares, dificultando a plena integra\u00e7\u00e3o de outros modais no tr\u00e2nsito. \u201cInfelizmente, essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o exclusiva de Natal, mas um reflexo de um problema cultural enraizado no Brasil. Nossa sociedade ainda possui uma mentalidade fortemente rodoviarista, com foco no uso do autom\u00f3vel particular\u201d, explica. Em uma tarde de observa\u00e7\u00e3o em ruas de grande circula\u00e7\u00e3o na capital, \u00e9 poss\u00edvel observar ciclistas driblando os carros e motos em busca de espa\u00e7o e em muitos casos, dividindo faixas com \u00f4nibus. Na maioria dos casos, o respeito n\u00e3o \u00e9 sentido pelos ciclistas. \u201cEu percebo que precisamos de mais ciclovias, porque divide-se as passagens dos \u00f4nibus com bicicletas. Mesmo ele dando um espa\u00e7ozinho, o vento e a velocidade podem causar acidentes. E eu que ando com cargas pesadas fico numa situa\u00e7\u00e3o ainda pior. Gra\u00e7as a Deus nunca tive acidente, mas quando vejo carro grande j\u00e1 vou para cal\u00e7ada\u201d, explica o entregador de uma conveni\u00eancia na zona sul, Josinaldo Faustino, 48 anos. O caso Um m\u00e9dico oftalmologista identificado como Araken Britto morreu na manh\u00e3 desta segunda-feira (24) ap\u00f3s ser atropelado por um caminh\u00e3o enquanto trafegava na avenida Hermes da Fonseca, no sentido Centro\/zona Sul, em Natal. Ele estava pedalando uma bicicleta junto a outros ciclistas, por volta das 5h30, no momento do acidente em que foi atingido pelo ve\u00edculo e morreu no local. Araken Britto, renomado m\u00e9dico oftalmologista, era conhecido n\u00e3o apenas por sua carreira na medicina, mas tamb\u00e9m por sua paix\u00e3o pelo ciclismo. Regularmente, o profissional participava de passeios que reuniam at\u00e9 20 ciclistas, pr\u00e1tica que realizava pelo menos duas vezes por semana, partindo do bairro da Ribeira. O motorista da carreta envolvido no acidente prestou depoimento na delegacia e foi liberado. No momento do acidente, ele fez teste do baf\u00f4metro, que acusou negativo. A Pol\u00edcia Civil disse ainda que o motorista era habilitado para dirigir o ve\u00edculo. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pela Pol\u00edcia Civil, que disse ter realizado os procedimentos legais. O caso \u00e9 investigado pela Delegacia Especializada em Crimes de Tr\u00e2nsito (DECT). Em nota, a Federa\u00e7\u00e3o Norte-Rio-Grandense de Ciclismo lamentou a morte do m\u00e9dico e pediu provid\u00eancias. \u201cApelamos a todos os motoristas, ciclistas e pedestres: precisamos cultivar uma cultura de respeito m\u00fatuo. \u00c9 essencial que promovamos o entendimento de que todos t\u00eam o direito de circular com seguran\u00e7a. As ruas s\u00e3o para todos, e somente atrav\u00e9s da conscientiza\u00e7\u00e3o e do respeito podemos construir um ambiente mais seguro para todos os usu\u00e1rios do tr\u00e2nsito\u201d, disse no comunicado. 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