{"id":3305,"date":"2025-02-24T18:20:10","date_gmt":"2025-02-24T18:20:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=3305"},"modified":"2025-02-24T18:20:13","modified_gmt":"2025-02-24T18:20:13","slug":"nao-basta-ter-infraestrutura-e-preciso-saber-usar-afirma-especialista-da-ufrn-sobre-seguranca-viaria-em-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=3305","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o basta ter infraestrutura, \u00e9 preciso saber usar\u201d, afirma especialista da UFRN sobre seguran\u00e7a vi\u00e1ria em Natal"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-24-at-12.04.31.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-24-at-12.04.31-1068x692.jpeg\" alt=\"\" title=\"WhatsApp Image 2025-02-24 at 12.04.31\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O ciclista que est\u00e1 ao lado da carreta \u00e9 Anchieta J\u00fanior. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte do m\u00e9dico e ciclista Araken Britto, em um tr\u00e1gico acidente na manh\u00e3 desta segunda-feira (24), na Avenida Senador Salgado Filho, em Natal, reacendeu o alerta sobre a falta de seguran\u00e7a para ciclistas nas vias urbanas. Em entrevista, a doutora Isabel Magalh\u00e3es, especialista em Gest\u00e3o das Infraestruturas da UFRN, ressalta que, apesar dos investimentos em ciclovias e faixas exclusivas, a aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa, a falta de educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito e a predomin\u00e2ncia de uma cultura que privilegia o autom\u00f3vel continuam colocando em risco a vida de quem opta por outros meios de locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a doutora, embora Natal tenha registrado avan\u00e7os significativos na implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura para pedestres e ciclistas, como faixas de pedestres em meio de quadra e ciclovias, os desafios relacionados \u00e0 seguran\u00e7a persistem. Ela atribui essa dificuldade a uma cultura nacional que privilegia o uso de autom\u00f3veis particulares, dificultando a plena integra\u00e7\u00e3o de outros modais no tr\u00e2nsito. \u201cRecentemente, temos observado um aumento nos investimentos em infraestrutura urbana, especialmente voltada para ciclistas e pedestres\u201d, afirma Magalh\u00e3es. \u201cH\u00e1 um crescimento na implementa\u00e7\u00e3o de ciclovias, cal\u00e7adas, faixas de pedestres e, inclusive, faixas em meio de quadra \u2014 aquelas que n\u00e3o est\u00e3o localizadas em sem\u00e1foros ou interse\u00e7\u00f5es, mas em pontos intermedi\u00e1rios.\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao comentar sobre a variedade de estruturas para ciclistas, a especialista observa que nem sempre as solu\u00e7\u00f5es implementadas s\u00e3o as mais adequadas. \u201cNa Avenida Prudente de Morais, por exemplo, temos uma ciclorrota \u2014 uma via compartilhada entre ciclistas e \u00f4nibus. No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio refletir se essa \u00e9 realmente a melhor alternativa para avenidas de grande movimento, como a Prudente de Morais ou a Hermes da Fonseca. Talvez o mais apropriado fosse uma ciclovia segregada, protegida por um obst\u00e1culo f\u00edsico das demais faixas de rolamento\u201d, sugere Magalh\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar desses avan\u00e7os vi\u00e1rios em Natal, ela ressalta que ainda existem desafios significativos relacionados \u00e0 seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito em Natal. \u201cInfelizmente, essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o exclusiva de Natal, mas um reflexo de um problema cultural enraizado no Brasil. Nossa sociedade ainda possui uma mentalidade fortemente rodoviarista, com foco no uso do autom\u00f3vel particular\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Isabel Magalh\u00e3es, n\u00e3o h\u00e1 um modelo padr\u00e3o de infraestrutura ideal para todas as situa\u00e7\u00f5es, pois cada via exige uma solu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Ela destaca que vias congestionadas, com fluxo intenso de ve\u00edculos de grande porte e limites de velocidade elevados, n\u00e3o s\u00e3o indicadas para o tr\u00e1fego de ciclistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a especialista ressalta a import\u00e2ncia de priorizar espa\u00e7os seguros para ciclistas no ambiente urbano. Quando a op\u00e7\u00e3o \u00e9 por vias compartilhadas, ela enfatiza a necessidade de garantir que os ve\u00edculos trafeguem em baixa velocidade, com fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa e conscientiza\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios, de modo a preservar a seguran\u00e7a dos ciclistas no tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o existe um modelo \u00fanico de infraestrutura ideal; o que deve ser levado em conta \u00e9 o contexto de cada situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a doutora Isabel Magalh\u00e3es. Ela explica que, em vias congestionadas durante o hor\u00e1rio de pico, onde o fluxo de ve\u00edculos de grande porte \u00e9 intenso e as velocidades regulamentadas variam entre 50 a 70 km\/h, o tr\u00e2nsito de ciclistas se torna perigoso. \u201cNesses casos, o ideal seria que os ciclistas utilizassem rotas alternativas para garantir mais seguran\u00e7a\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, ela refor\u00e7a que \u00e9 fundamental priorizar o espa\u00e7o dos ciclistas nas vias urbanas e assegurar condi\u00e7\u00f5es seguras para seu tr\u00e1fego. \u201cQuando se opta por uma via compartilhada, como uma ciclorrota, \u00e9 essencial garantir que os ve\u00edculos motorizados estejam trafegando em baixa velocidade\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isabel ressalta que, sem uma fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva e a devida educa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios, a utiliza\u00e7\u00e3o correta dessas estruturas se torna improv\u00e1vel. Al\u00e9m disso, aponta que solu\u00e7\u00f5es adotadas em algumas avenidas, como as ciclorrotas compartilhadas com \u00f4nibus, podem n\u00e3o ser as mais seguras para vias de grande movimento, sugerindo a ado\u00e7\u00e3o de ciclovias segregadas como alternativa mais eficaz. \u201cSe n\u00e3o houver fiscaliza\u00e7\u00e3o adequada e educa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios das vias, dificilmente esses espa\u00e7os ser\u00e3o utilizados de maneira correta e segura\u201d, afirmou a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>(Falta de) Educa\u00e7\u00e3o no Tr\u00e2nsito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Isabel Magalh\u00e3es, n\u00e3o basta apenas oferecer infraestrutura adequada \u2014 \u00e9 essencial que os usu\u00e1rios saibam utiliz\u00e1-la corretamente. Ela destacou o caso da Avenida Prudente de Morais, onde a mudan\u00e7a na cor da sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal gerou confus\u00e3o, fazendo com que muitos acreditassem que a faixa exclusiva para \u00f4nibus e bicicletas havia sido removida, quando, na verdade, ela continuava ativa, apenas com uma nova pintura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o basta apenas ter a estrutura f\u00edsica; \u00e9 fundamental saber como utiliz\u00e1-la\u201d, ressalta a doutora. Ela menciona que, embora a cidade conte com sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal e vertical adequadas, muitos usu\u00e1rios ainda n\u00e3o sabem interpret\u00e1-las corretamente. \u201cRecentemente, a sinaliza\u00e7\u00e3o da Avenida Prudente de Morais, por exemplo, teve a cor da pintura alterada de vermelho para branco. Isso causou confus\u00e3o em alguns motoristas e ciclistas, que passaram a acreditar que a faixa exclusiva para \u00f4nibus e bicicletas havia sido removida \u2014 o que n\u00e3o \u00e9 verdade. A faixa permanece, delimitada por uma sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal branca, mais larga, que continua definindo o espa\u00e7o reservado para \u00f4nibus e ciclistas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isabel tamb\u00e9m apontou a falta de treinamento e conhecimento por parte dos motoristas e ciclistas, refor\u00e7ando que o Brasil ainda carece de uma cultura consolidada do uso da bicicleta. Segundo ela, \u00e9 necess\u00e1rio investir em melhorias na infraestrutura, ampliar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e, principalmente, promover a educa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios das vias urbanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a falta de conhecimento sobre o uso correto dessas faixas compartilhadas. \u201cEmbora existam espa\u00e7os de entrela\u00e7amento, onde ve\u00edculos podem acessar a faixa para convers\u00e3o \u00e0 direita, muitos motoristas n\u00e3o sabem como utiliz\u00e1-los adequadamente, por falta de treinamento e educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isabel ainda ressalta que o problema vai al\u00e9m da sinaliza\u00e7\u00e3o e envolve uma quest\u00e3o cultural. \u201cO Brasil, de maneira geral, n\u00e3o possui uma cultura consolidada do uso da bicicleta. A maioria dos ciclistas n\u00e3o recebeu uma educa\u00e7\u00e3o formal sobre o uso das vias, e isso se reflete no comportamento dos usu\u00e1rios.\u201d Para enfrentar esses desafios, ela defende um trip\u00e9 de a\u00e7\u00f5es: \u201cPrecisamos melhorar a infraestrutura, intensificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e, principalmente, investir na educa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios das vias urbanas\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRIBUNA DO NORTE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte do m\u00e9dico e ciclista Araken Britto, em um tr\u00e1gico acidente na manh\u00e3 desta segunda-feira (24), na Avenida Senador Salgado Filho, em Natal, reacendeu o alerta sobre a falta de seguran\u00e7a para ciclistas nas vias urbanas. Em entrevista, a doutora Isabel Magalh\u00e3es, especialista em Gest\u00e3o das Infraestruturas da UFRN, ressalta que, apesar dos investimentos em ciclovias e faixas exclusivas, a aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa, a falta de educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito e a predomin\u00e2ncia de uma cultura que privilegia o autom\u00f3vel continuam colocando em risco a vida de quem opta por outros meios de locomo\u00e7\u00e3o. De acordo com a doutora, embora Natal tenha registrado avan\u00e7os significativos na implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura para pedestres e ciclistas, como faixas de pedestres em meio de quadra e ciclovias, os desafios relacionados \u00e0 seguran\u00e7a persistem. Ela atribui essa dificuldade a uma cultura nacional que privilegia o uso de autom\u00f3veis particulares, dificultando a plena integra\u00e7\u00e3o de outros modais no tr\u00e2nsito. \u201cRecentemente, temos observado um aumento nos investimentos em infraestrutura urbana, especialmente voltada para ciclistas e pedestres\u201d, afirma Magalh\u00e3es. \u201cH\u00e1 um crescimento na implementa\u00e7\u00e3o de ciclovias, cal\u00e7adas, faixas de pedestres e, inclusive, faixas em meio de quadra \u2014 aquelas que n\u00e3o est\u00e3o localizadas em sem\u00e1foros ou interse\u00e7\u00f5es, mas em pontos intermedi\u00e1rios.\u201d, complementou. Ao comentar sobre a variedade de estruturas para ciclistas, a especialista observa que nem sempre as solu\u00e7\u00f5es implementadas s\u00e3o as mais adequadas. \u201cNa Avenida Prudente de Morais, por exemplo, temos uma ciclorrota \u2014 uma via compartilhada entre ciclistas e \u00f4nibus. No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio refletir se essa \u00e9 realmente a melhor alternativa para avenidas de grande movimento, como a Prudente de Morais ou a Hermes da Fonseca. Talvez o mais apropriado fosse uma ciclovia segregada, protegida por um obst\u00e1culo f\u00edsico das demais faixas de rolamento\u201d, sugere Magalh\u00e3es. Apesar desses avan\u00e7os vi\u00e1rios em Natal, ela ressalta que ainda existem desafios significativos relacionados \u00e0 seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito em Natal. \u201cInfelizmente, essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o exclusiva de Natal, mas um reflexo de um problema cultural enraizado no Brasil. Nossa sociedade ainda possui uma mentalidade fortemente rodoviarista, com foco no uso do autom\u00f3vel particular\u201d, explica. Segundo Isabel Magalh\u00e3es, n\u00e3o h\u00e1 um modelo padr\u00e3o de infraestrutura ideal para todas as situa\u00e7\u00f5es, pois cada via exige uma solu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Ela destaca que vias congestionadas, com fluxo intenso de ve\u00edculos de grande porte e limites de velocidade elevados, n\u00e3o s\u00e3o indicadas para o tr\u00e1fego de ciclistas. No entanto, a especialista ressalta a import\u00e2ncia de priorizar espa\u00e7os seguros para ciclistas no ambiente urbano. Quando a op\u00e7\u00e3o \u00e9 por vias compartilhadas, ela enfatiza a necessidade de garantir que os ve\u00edculos trafeguem em baixa velocidade, com fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa e conscientiza\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios, de modo a preservar a seguran\u00e7a dos ciclistas no tr\u00e2nsito. \u201cN\u00e3o existe um modelo \u00fanico de infraestrutura ideal; o que deve ser levado em conta \u00e9 o contexto de cada situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a doutora Isabel Magalh\u00e3es. Ela explica que, em vias congestionadas durante o hor\u00e1rio de pico, onde o fluxo de ve\u00edculos de grande porte \u00e9 intenso e as velocidades regulamentadas variam entre 50 a 70 km\/h, o tr\u00e2nsito de ciclistas se torna perigoso. \u201cNesses casos, o ideal seria que os ciclistas utilizassem rotas alternativas para garantir mais seguran\u00e7a\u201d, aponta. No entanto, ela refor\u00e7a que \u00e9 fundamental priorizar o espa\u00e7o dos ciclistas nas vias urbanas e assegurar condi\u00e7\u00f5es seguras para seu tr\u00e1fego. \u201cQuando se opta por uma via compartilhada, como uma ciclorrota, \u00e9 essencial garantir que os ve\u00edculos motorizados estejam trafegando em baixa velocidade\u201d, alerta. Isabel ressalta que, sem uma fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva e a devida educa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios, a utiliza\u00e7\u00e3o correta dessas estruturas se torna improv\u00e1vel. Al\u00e9m disso, aponta que solu\u00e7\u00f5es adotadas em algumas avenidas, como as ciclorrotas compartilhadas com \u00f4nibus, podem n\u00e3o ser as mais seguras para vias de grande movimento, sugerindo a ado\u00e7\u00e3o de ciclovias segregadas como alternativa mais eficaz. \u201cSe n\u00e3o houver fiscaliza\u00e7\u00e3o adequada e educa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios das vias, dificilmente esses espa\u00e7os ser\u00e3o utilizados de maneira correta e segura\u201d, afirmou a especialista. (Falta de) Educa\u00e7\u00e3o no Tr\u00e2nsito De acordo com Isabel Magalh\u00e3es, n\u00e3o basta apenas oferecer infraestrutura adequada \u2014 \u00e9 essencial que os usu\u00e1rios saibam utiliz\u00e1-la corretamente. Ela destacou o caso da Avenida Prudente de Morais, onde a mudan\u00e7a na cor da sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal gerou confus\u00e3o, fazendo com que muitos acreditassem que a faixa exclusiva para \u00f4nibus e bicicletas havia sido removida, quando, na verdade, ela continuava ativa, apenas com uma nova pintura. \u201cN\u00e3o basta apenas ter a estrutura f\u00edsica; \u00e9 fundamental saber como utiliz\u00e1-la\u201d, ressalta a doutora. Ela menciona que, embora a cidade conte com sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal e vertical adequadas, muitos usu\u00e1rios ainda n\u00e3o sabem interpret\u00e1-las corretamente. \u201cRecentemente, a sinaliza\u00e7\u00e3o da Avenida Prudente de Morais, por exemplo, teve a cor da pintura alterada de vermelho para branco. Isso causou confus\u00e3o em alguns motoristas e ciclistas, que passaram a acreditar que a faixa exclusiva para \u00f4nibus e bicicletas havia sido removida \u2014 o que n\u00e3o \u00e9 verdade. A faixa permanece, delimitada por uma sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal branca, mais larga, que continua definindo o espa\u00e7o reservado para \u00f4nibus e ciclistas.\u201d Isabel tamb\u00e9m apontou a falta de treinamento e conhecimento por parte dos motoristas e ciclistas, refor\u00e7ando que o Brasil ainda carece de uma cultura consolidada do uso da bicicleta. Segundo ela, \u00e9 necess\u00e1rio investir em melhorias na infraestrutura, ampliar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e, principalmente, promover a educa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios das vias urbanas. Ela tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a falta de conhecimento sobre o uso correto dessas faixas compartilhadas. \u201cEmbora existam espa\u00e7os de entrela\u00e7amento, onde ve\u00edculos podem acessar a faixa para convers\u00e3o \u00e0 direita, muitos motoristas n\u00e3o sabem como utiliz\u00e1-los adequadamente, por falta de treinamento e educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito\u201d, explica. Isabel ainda ressalta que o problema vai al\u00e9m da sinaliza\u00e7\u00e3o e envolve uma quest\u00e3o cultural. \u201cO Brasil, de maneira geral, n\u00e3o possui uma cultura consolidada do uso da bicicleta. A maioria dos ciclistas n\u00e3o recebeu uma educa\u00e7\u00e3o formal sobre o uso das vias, e isso se reflete no comportamento dos usu\u00e1rios.\u201d Para enfrentar esses desafios, ela defende um trip\u00e9 de a\u00e7\u00f5es: \u201cPrecisamos melhorar a infraestrutura, intensificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e, principalmente, investir<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3306,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[74],"tags":[],"class_list":["post-3305","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-natal"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CICLISTA.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3305"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3305\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3307,"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3305\/revisions\/3307"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}