{"id":2557,"date":"2025-02-04T12:48:33","date_gmt":"2025-02-04T12:48:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=2557"},"modified":"2025-02-04T12:49:00","modified_gmt":"2025-02-04T12:49:00","slug":"exportacoes-do-rn-crescem-250-em-uma-decada-e-atingem-us-11-bilhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=2557","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es do RN crescem 250% em uma d\u00e9cada e atingem US$ 1,1 bilh\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https%3A%2F%2Ftribunadonorte.com.br%2Feconomia%2Fexportacoes-do-rn-crescem-250-em-uma-decada-e-atingem-us-11-bilhao%2F\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https%3A%2F%2Ftribunadonorte.com.br%2Feconomia%2Fexportacoes-do-rn-crescem-250-em-uma-decada-e-atingem-us-11-bilhao%2F\"><\/a><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=Exporta%C3%A7%C3%B5es+do+RN+crescem+250%25+em+uma+d%C3%A9cada+e+atingem+US%24+1%2C1+bilh%C3%A3o&amp;url=https%3A%2F%2Ftribunadonorte.com.br%2Feconomia%2Fexportacoes-do-rn-crescem-250-em-uma-decada-e-atingem-us-11-bilhao%2F&amp;via=Tribuna+do+Norte\"><\/a><a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?text=Exporta%C3%A7%C3%B5es+do+RN+crescem+250%25+em+uma+d%C3%A9cada+e+atingem+US%24+1%2C1+bilh%C3%A3o%20%0A%0A%20https:\/\/tribunadonorte.com.br\/economia\/exportacoes-do-rn-crescem-250-em-uma-decada-e-atingem-us-11-bilhao\/\"><\/a><a href=\"https:\/\/telegram.me\/share\/url?url=https:\/\/tribunadonorte.com.br\/economia\/exportacoes-do-rn-crescem-250-em-uma-decada-e-atingem-us-11-bilhao\/&amp;text=Exporta%C3%A7%C3%B5es+do+RN+crescem+250%25+em+uma+d%C3%A9cada+e+atingem+US%24+1%2C1+bilh%C3%A3o\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/20250204_6EC01-FT-Alex-Regis.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/20250204_6EC01-FT-Alex-Regis-1068x712.jpg\" alt=\"\" title=\"20250204_6EC01 FT Alex Regis\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os mel\u00f5es frescos e as melancias est\u00e3o entre os principais produtos exportados pelo Estado | Foto: Alex R\u00e9gis<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As exporta\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Norte registraram um crescimento expressivo nos \u00faltimos dez anos, passando de US$ 318 milh\u00f5es em 2015 para um recorde de US$ 1,113 bilh\u00e3o em 2024. O aumento de 250% no per\u00edodo foi impulsionado, principalmente, pela amplia\u00e7\u00e3o das vendas de fuel oil e pela valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. Os quatro produtos mais exportados pelo estado na \u00faltima d\u00e9cada foram fuel oil (US$ 1,48 bilh\u00e3o), mel\u00f5es frescos (US$ 969,1 milh\u00f5es), melancias frescas (US$ 320,4 milh\u00f5es) e sal marinho a granel (US$ 232,4 milh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise da Balan\u00e7a Comercial do RN no per\u00edodo foi elaborada pelo Sebrae. De acordo com o documento, as exporta\u00e7\u00f5es mantiveram uma tend\u00eancia de alta, com algumas oscila\u00e7\u00f5es. O avan\u00e7o mais significativo ocorreu entre 2023 e 2024, quando houve um salto de 42,55%, passando de US$ 781 milh\u00f5es para US$ 1,113 bilh\u00e3o. O principal fator para esse crescimento foi a alta de 118% nas exporta\u00e7\u00f5es de fuel oil que, desde 2018 apresenta crescimento cont\u00ednuo. Esse foi o principal produto exportado no \u00faltimo ano, chegando a US$ 558,7 milh\u00f5es, seguido por mel\u00f5es frescos (US$ 120,1 milh\u00f5es), gas\u00f3leo (US$ 86,7 milh\u00f5es) e melancias frescas (US$ 52,9 milh\u00f5es).Play Video<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 os produtos exportados com maior valor agregado por quilograma foram tecidos de algod\u00e3o (US$ 5,84\/kg), que totalizaram US$ 23,8 milh\u00f5es, destacando-se como um dos itens mais valorizados na pauta de exporta\u00e7\u00f5es do estado. Mel\u00f5es frescos (US$ 0,70\/kg) e gas\u00f3leo (US$ 0,67\/kg) aparecem na sequ\u00eancia. Apesar do crescimento das exporta\u00e7\u00f5es, os dados indicam que a economia do RN ainda \u00e9 fortemente baseada em produtos de alto volume e baixo valor agregado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fuel oil e gas\u00f3leo (\u00f3leo diesel) ajudaram a consolidar o modal mar\u00edtimo como o principal meio de escoamento da produ\u00e7\u00e3o para outros pa\u00edses. Esses produtos representaram 79,80% do total exportado pelo Porto de Natal em 2024, enquanto as frutas frescas, como mel\u00f5es e melancias, responderam por apenas 1,81% do volume exportado pelo porto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2024, 91,12% do valor total exportado foi realizado por via mar\u00edtima, somando US$ 1,01 bilh\u00e3o. O Porto de Natal foi respons\u00e1vel por 70% desse volume, totalizando US$ 711,5 milh\u00f5es, enquanto o Porto de Mucuripe, em Fortaleza\/CE, manteve-se como uma alternativa estrat\u00e9gica para exporta\u00e7\u00e3o de frutas frescas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dez munic\u00edpios potiguares que mais exportaram entre 2015 e 2024 concentram 70% da balan\u00e7a comercial do estado. Guamar\u00e9 lidera o ranking com US$ 759,3 milh\u00f5es (66,4% do total), seguido por Mossor\u00f3 (US$ 135,6 milh\u00f5es \u2013 11,8%) e Natal (US$ 53,2 milh\u00f5es \u2013 4,6%). Outros munic\u00edpios que se destacam na pauta exportadora s\u00e3o Bara\u00fana, Pend\u00eancias, Parnamirim, Macau, S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, Maca\u00edba e Parelhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mercados compradores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos dez anos, 70% das exporta\u00e7\u00f5es do RN tiveram como destino apenas seis pa\u00edses. Os Pa\u00edses Baixos (Holanda) foram o maior parceiro comercial, com 18% do total exportado nesse per\u00edodo, sendo o mel\u00e3o o produto mais exportado para esse mercado (US$ 331,9 milh\u00f5es). Os dados indicam que h\u00e1 uma diversifica\u00e7\u00e3o nos produtos exportados para esse mercado, n\u00e3o se concentrando exclusivamente em um \u00fanico item, embora tenha sido o maior produto exportado. Em 2024, por exemplo, esse mercado exportou mais Gas\u00f3leo (\u00f3leo diesel) do RN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 diferente de Singapura, segundo maior parceiro comercial, que demonstrou uma alta depend\u00eancia de um \u00fanico produto: o Fuel oil. No per\u00edodo recortado, foi respons\u00e1vel por 17% das exporta\u00e7\u00f5es potiguares; na sequ\u00eancia aparece os Estados Unidos, com 16%, tendo como principal produto o sal marinho, a granel, sem agregado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Energias renov\u00e1veis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es do RN acompanham a demanda por energia renov\u00e1vel. Neste sentido, o estado tamb\u00e9m apresentou mudan\u00e7as significativas uma vez que, em 2015, importava US$ 247,7 milh\u00f5es, com o menor patamar registrado em 2019 (US$ 168 milh\u00f5es). O crescimento retomou a partir de 2020, alcan\u00e7ando US$ 687 milh\u00f5es em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 no ano passado, a compra de produtos de outros pa\u00edses totalizou US$ 594 milh\u00f5es, com destaque para c\u00e9lulas fotovoltaicas (21,7% do total importado), outras gasolinas (15,5%) e equipamentos para energia e\u00f3lica (9,1%). A crescente demanda tem impulsionado as importa\u00e7\u00f5es desses itens desde 2022, consolidando-se como um dos principais motores da economia local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os principais itens importados incluem trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 577,7 milh\u00f5es), c\u00e9lulas fotovoltaicas e equipamentos de energia solar (US$ 427,6 milh\u00f5es) e componentes para energia e\u00f3lica (US$ 214,4 milh\u00f5es). Em 2024, a tend\u00eancia se manteve, com destaque para c\u00e9lulas fotovoltaicas, que representaram 22% das importa\u00e7\u00f5es, e outras gasolinas, com 16%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Norte registraram um crescimento expressivo nos \u00faltimos dez anos, passando de US$ 318 milh\u00f5es em 2015 para um recorde de US$ 1,113 bilh\u00e3o em 2024. O aumento de 250% no per\u00edodo foi impulsionado, principalmente, pela amplia\u00e7\u00e3o das vendas de fuel oil e pela valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. Os quatro produtos mais exportados pelo estado na \u00faltima d\u00e9cada foram fuel oil (US$ 1,48 bilh\u00e3o), mel\u00f5es frescos (US$ 969,1 milh\u00f5es), melancias frescas (US$ 320,4 milh\u00f5es) e sal marinho a granel (US$ 232,4 milh\u00f5es). A an\u00e1lise da Balan\u00e7a Comercial do RN no per\u00edodo foi elaborada pelo Sebrae. De acordo com o documento, as exporta\u00e7\u00f5es mantiveram uma tend\u00eancia de alta, com algumas oscila\u00e7\u00f5es. O avan\u00e7o mais significativo ocorreu entre 2023 e 2024, quando houve um salto de 42,55%, passando de US$ 781 milh\u00f5es para US$ 1,113 bilh\u00e3o. O principal fator para esse crescimento foi a alta de 118% nas exporta\u00e7\u00f5es de fuel oil que, desde 2018 apresenta crescimento cont\u00ednuo. Esse foi o principal produto exportado no \u00faltimo ano, chegando a US$ 558,7 milh\u00f5es, seguido por mel\u00f5es frescos (US$ 120,1 milh\u00f5es), gas\u00f3leo (US$ 86,7 milh\u00f5es) e melancias frescas (US$ 52,9 milh\u00f5es).Play Video J\u00e1 os produtos exportados com maior valor agregado por quilograma foram tecidos de algod\u00e3o (US$ 5,84\/kg), que totalizaram US$ 23,8 milh\u00f5es, destacando-se como um dos itens mais valorizados na pauta de exporta\u00e7\u00f5es do estado. Mel\u00f5es frescos (US$ 0,70\/kg) e gas\u00f3leo (US$ 0,67\/kg) aparecem na sequ\u00eancia. Apesar do crescimento das exporta\u00e7\u00f5es, os dados indicam que a economia do RN ainda \u00e9 fortemente baseada em produtos de alto volume e baixo valor agregado. Fuel oil e gas\u00f3leo (\u00f3leo diesel) ajudaram a consolidar o modal mar\u00edtimo como o principal meio de escoamento da produ\u00e7\u00e3o para outros pa\u00edses. Esses produtos representaram 79,80% do total exportado pelo Porto de Natal em 2024, enquanto as frutas frescas, como mel\u00f5es e melancias, responderam por apenas 1,81% do volume exportado pelo porto. Em 2024, 91,12% do valor total exportado foi realizado por via mar\u00edtima, somando US$ 1,01 bilh\u00e3o. O Porto de Natal foi respons\u00e1vel por 70% desse volume, totalizando US$ 711,5 milh\u00f5es, enquanto o Porto de Mucuripe, em Fortaleza\/CE, manteve-se como uma alternativa estrat\u00e9gica para exporta\u00e7\u00e3o de frutas frescas. Os dez munic\u00edpios potiguares que mais exportaram entre 2015 e 2024 concentram 70% da balan\u00e7a comercial do estado. Guamar\u00e9 lidera o ranking com US$ 759,3 milh\u00f5es (66,4% do total), seguido por Mossor\u00f3 (US$ 135,6 milh\u00f5es \u2013 11,8%) e Natal (US$ 53,2 milh\u00f5es \u2013 4,6%). Outros munic\u00edpios que se destacam na pauta exportadora s\u00e3o Bara\u00fana, Pend\u00eancias, Parnamirim, Macau, S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, Maca\u00edba e Parelhas. Mercados compradores Nos \u00faltimos dez anos, 70% das exporta\u00e7\u00f5es do RN tiveram como destino apenas seis pa\u00edses. Os Pa\u00edses Baixos (Holanda) foram o maior parceiro comercial, com 18% do total exportado nesse per\u00edodo, sendo o mel\u00e3o o produto mais exportado para esse mercado (US$ 331,9 milh\u00f5es). Os dados indicam que h\u00e1 uma diversifica\u00e7\u00e3o nos produtos exportados para esse mercado, n\u00e3o se concentrando exclusivamente em um \u00fanico item, embora tenha sido o maior produto exportado. Em 2024, por exemplo, esse mercado exportou mais Gas\u00f3leo (\u00f3leo diesel) do RN. \u00c9 diferente de Singapura, segundo maior parceiro comercial, que demonstrou uma alta depend\u00eancia de um \u00fanico produto: o Fuel oil. No per\u00edodo recortado, foi respons\u00e1vel por 17% das exporta\u00e7\u00f5es potiguares; na sequ\u00eancia aparece os Estados Unidos, com 16%, tendo como principal produto o sal marinho, a granel, sem agregado. Energias renov\u00e1veis J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es do RN acompanham a demanda por energia renov\u00e1vel. Neste sentido, o estado tamb\u00e9m apresentou mudan\u00e7as significativas uma vez que, em 2015, importava US$ 247,7 milh\u00f5es, com o menor patamar registrado em 2019 (US$ 168 milh\u00f5es). O crescimento retomou a partir de 2020, alcan\u00e7ando US$ 687 milh\u00f5es em 2023. J\u00e1 no ano passado, a compra de produtos de outros pa\u00edses totalizou US$ 594 milh\u00f5es, com destaque para c\u00e9lulas fotovoltaicas (21,7% do total importado), outras gasolinas (15,5%) e equipamentos para energia e\u00f3lica (9,1%). A crescente demanda tem impulsionado as importa\u00e7\u00f5es desses itens desde 2022, consolidando-se como um dos principais motores da economia local. Os principais itens importados incluem trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 577,7 milh\u00f5es), c\u00e9lulas fotovoltaicas e equipamentos de energia solar (US$ 427,6 milh\u00f5es) e componentes para energia e\u00f3lica (US$ 214,4 milh\u00f5es). 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