{"id":11766,"date":"2026-05-03T13:02:00","date_gmt":"2026-05-03T13:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=11766"},"modified":"2026-05-04T23:47:03","modified_gmt":"2026-05-04T23:47:03","slug":"rn-alcanca-1222-mil-conexoes-e-supera-1-gwp-em-potencia-instalada-de-energia-distribuida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=11766","title":{"rendered":"RN alcan\u00e7a 122,2 mil conex\u00f5es e supera 1 gWp em pot\u00eancia instalada de energia distribu\u00edda"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240630_9EC1-_FT_ALEX-REGIS.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Consumo residencial responde por 86,2% dos sistemas de energia solar distribu\u00edda no RN &#8211; FOTO: ALEX R\u00c9GIS\/ TRIBUNA DO NORTE<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rio Grande do Norte alcan\u00e7ou a marca de 122.297 sistemas de energia solar distribu\u00edda conectados \u00e0 rede at\u00e9 mar\u00e7o deste ano. O acr\u00e9scimo foi de 6,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, correspondente a 7.760 novos sistemas, nos primeiros tr\u00eas meses deste ano. Em termos de pot\u00eancia instalada, o acumulado superou a marca de 1 gWp, correspondente a 1.047,9 mWp. Os resultados foram divulgados no Observat\u00f3rio da Energia Solar, com base em dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), elaborado pela JVilar Consultoria.<br><br>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Potiguar de Energias Renov\u00e1veis (APER), Williman Oliveira, aponta que o resultado pode ser considerado positivo e demonstra a demanda da busca da popula\u00e7\u00e3o por economia. Isso porque ao gerar a pr\u00f3pria energia os consumidores deixam de ser afetados pelos aumentos consecutivos na conta da energia el\u00e9trica. Aliado a isso, observa, a redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os das placas solares torna o investimento atrativo.<br><br>Os dados do Observat\u00f3rio de Energia Solar apontam que o consumo residencial responde por 86,2% dos sistemas de energia solar distribu\u00edda e 64,9% da pot\u00eancia instalada no Rio Grande do Norte. Na sequ\u00eancia, aparecem os sistemas comerciais, que respondem por 10% da quantidade e 24,9% da pot\u00eancia instalada.<br><br>Na avalia\u00e7\u00e3o de Williman Oliveira, esse cen\u00e1rio pode ser explicado por dois fatores principais: a demanda por espa\u00e7o de cada setor e o uso de compensa\u00e7\u00e3o. No primeiro caso, observa, os consumidores residenciais precisam apenas do pr\u00f3prio telhado para instalar os pain\u00e9is solares, enquanto segmentos da economia demandam \u00e1reas maiores. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao segundo fator, ele chama aten\u00e7\u00e3o para a possibilidade de atendimento pulverizado das usinas.<br><br>\u201cN\u00f3s temos 122 mil usinas instaladas, mas imagine, por exemplo, que h\u00e1 pelo menos o dobro de pessoas que utilizam a gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda como compensa\u00e7\u00e3o. Isso porque essas usinas geram para atender uma demanda de pessoas que recebem a gera\u00e7\u00e3o remotamente. Ent\u00e3o, eu posso montar uma usina no interior e atender cerca de tr\u00eas a quatro residentes\u201d, completa o presidente da APER.<br><br>A gerente do Polo de Energias Renov\u00e1veis do Sebrae-RN, Lorena Roosevelt, reitera que o setor de energia solar distribu\u00edda tem amadurecido com o maior conhecimento dos consumidores sobre esse mercado. Somado \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica das empresas, fatores externos como a crise de petr\u00f3leo, al\u00e9m do crescimento dos ve\u00edculos el\u00e9tricos, t\u00eam favorecido o segmento.<br><br>\u201cEsta \u00e9 a dobradinha perfeita: o consumidor consegue gerar sua pr\u00f3pria energia por meio da energia solar e, ao mesmo tempo, usar o ve\u00edculo el\u00e9trico carregando na pr\u00f3pria resid\u00eancia. Ent\u00e3o vira um ciclo poderoso e virtuoso de economia tanto para as resid\u00eancias como para neg\u00f3cios, com\u00e9rcio, ind\u00fastria, e agroneg\u00f3cio\u201d, completa.<br><br>Na divis\u00e3o por munic\u00edpios, o levantamento mostra que Natal responde pela maior quantidade de conex\u00f5es no Rio Grande do Norte, com 21.401, alcan\u00e7ando 187.396,84 kWp em pot\u00eancia instalada. Na sequ\u00eancia, aparecem Mossor\u00f3, com 20.367, e Parnamirim que re\u00fane 12.266 conex\u00f5es. Em termos percentuais, os tr\u00eas munic\u00edpios respondem por 17,5%, 16,7% e 10,0% de sistemas instalados no Estado, respectivamente.Play Video<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>De acordo com Williman Oliveira, o panorama reflete a localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e favor\u00e1vel dos munic\u00edpios para a gera\u00e7\u00e3o de energia solar, al\u00e9m das caracter\u00edsticas ligadas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o urbana. \u201cEm Mossor\u00f3, por exemplo, h\u00e1 poucos pr\u00e9dios e muitas resid\u00eancias, ent\u00e3o a percep\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00e3o e facilidade de conex\u00e3o \u00e0 rede \u00e9 maior. J\u00e1 em Natal, h\u00e1 uma mescla, com muitas resid\u00eancias e pr\u00e9dios que aderiram \u00e0 energia solar\u201d, completa.<br><br>Lorena Roosevelt destaca que, embora o cen\u00e1rio seja mais expansivo no setor residencial, os demais n\u00e3o ficam para tr\u00e1s: \u201cNo Brasil e no mundo, a tend\u00eancia maior \u00e9 residencial, mas n\u00f3s vemos um crescimento tamb\u00e9m para a \u00e1rea comercial, industrial e agroneg\u00f3cio. A energia solar distribu\u00edda \u00e9 democr\u00e1tica e cabe em todos os espa\u00e7os\u201d.<br><br>Uma perspectiva semelhante \u00e9 repercutida pelo presidente da APER. \u201cA GD \u00e9 um grande investimento para o cidad\u00e3o e tem levado para todo o estado desenvolvimento para pequenos neg\u00f3cios e pequenas empresas, porque \u00e9 uma conta que passa a ser subsidiada pela energia do sol. Ent\u00e3o, a partir do momento que o cidad\u00e3o faz esse investimento, ele tem a gera\u00e7\u00e3o na casa dele, para seu neg\u00f3cio que com certeza consegue ter mais dignidade e ter uma qualidade de vida melhor\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TRIBUNA DO NORTE <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Norte alcan\u00e7ou a marca de 122.297 sistemas de energia solar distribu\u00edda conectados \u00e0 rede at\u00e9 mar\u00e7o deste ano. O acr\u00e9scimo foi de 6,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, correspondente a 7.760 novos sistemas, nos primeiros tr\u00eas meses deste ano. Em termos de pot\u00eancia instalada, o acumulado superou a marca de 1 gWp, correspondente a 1.047,9 mWp. Os resultados foram divulgados no Observat\u00f3rio da Energia Solar, com base em dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), elaborado pela JVilar Consultoria. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Potiguar de Energias Renov\u00e1veis (APER), Williman Oliveira, aponta que o resultado pode ser considerado positivo e demonstra a demanda da busca da popula\u00e7\u00e3o por economia. Isso porque ao gerar a pr\u00f3pria energia os consumidores deixam de ser afetados pelos aumentos consecutivos na conta da energia el\u00e9trica. Aliado a isso, observa, a redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os das placas solares torna o investimento atrativo. Os dados do Observat\u00f3rio de Energia Solar apontam que o consumo residencial responde por 86,2% dos sistemas de energia solar distribu\u00edda e 64,9% da pot\u00eancia instalada no Rio Grande do Norte. Na sequ\u00eancia, aparecem os sistemas comerciais, que respondem por 10% da quantidade e 24,9% da pot\u00eancia instalada. Na avalia\u00e7\u00e3o de Williman Oliveira, esse cen\u00e1rio pode ser explicado por dois fatores principais: a demanda por espa\u00e7o de cada setor e o uso de compensa\u00e7\u00e3o. No primeiro caso, observa, os consumidores residenciais precisam apenas do pr\u00f3prio telhado para instalar os pain\u00e9is solares, enquanto segmentos da economia demandam \u00e1reas maiores. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao segundo fator, ele chama aten\u00e7\u00e3o para a possibilidade de atendimento pulverizado das usinas. \u201cN\u00f3s temos 122 mil usinas instaladas, mas imagine, por exemplo, que h\u00e1 pelo menos o dobro de pessoas que utilizam a gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda como compensa\u00e7\u00e3o. Isso porque essas usinas geram para atender uma demanda de pessoas que recebem a gera\u00e7\u00e3o remotamente. Ent\u00e3o, eu posso montar uma usina no interior e atender cerca de tr\u00eas a quatro residentes\u201d, completa o presidente da APER. A gerente do Polo de Energias Renov\u00e1veis do Sebrae-RN, Lorena Roosevelt, reitera que o setor de energia solar distribu\u00edda tem amadurecido com o maior conhecimento dos consumidores sobre esse mercado. Somado \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica das empresas, fatores externos como a crise de petr\u00f3leo, al\u00e9m do crescimento dos ve\u00edculos el\u00e9tricos, t\u00eam favorecido o segmento. \u201cEsta \u00e9 a dobradinha perfeita: o consumidor consegue gerar sua pr\u00f3pria energia por meio da energia solar e, ao mesmo tempo, usar o ve\u00edculo el\u00e9trico carregando na pr\u00f3pria resid\u00eancia. Ent\u00e3o vira um ciclo poderoso e virtuoso de economia tanto para as resid\u00eancias como para neg\u00f3cios, com\u00e9rcio, ind\u00fastria, e agroneg\u00f3cio\u201d, completa. Na divis\u00e3o por munic\u00edpios, o levantamento mostra que Natal responde pela maior quantidade de conex\u00f5es no Rio Grande do Norte, com 21.401, alcan\u00e7ando 187.396,84 kWp em pot\u00eancia instalada. Na sequ\u00eancia, aparecem Mossor\u00f3, com 20.367, e Parnamirim que re\u00fane 12.266 conex\u00f5es. Em termos percentuais, os tr\u00eas munic\u00edpios respondem por 17,5%, 16,7% e 10,0% de sistemas instalados no Estado, respectivamente.Play Video De acordo com Williman Oliveira, o panorama reflete a localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e favor\u00e1vel dos munic\u00edpios para a gera\u00e7\u00e3o de energia solar, al\u00e9m das caracter\u00edsticas ligadas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o urbana. \u201cEm Mossor\u00f3, por exemplo, h\u00e1 poucos pr\u00e9dios e muitas resid\u00eancias, ent\u00e3o a percep\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00e3o e facilidade de conex\u00e3o \u00e0 rede \u00e9 maior. J\u00e1 em Natal, h\u00e1 uma mescla, com muitas resid\u00eancias e pr\u00e9dios que aderiram \u00e0 energia solar\u201d, completa. Lorena Roosevelt destaca que, embora o cen\u00e1rio seja mais expansivo no setor residencial, os demais n\u00e3o ficam para tr\u00e1s: \u201cNo Brasil e no mundo, a tend\u00eancia maior \u00e9 residencial, mas n\u00f3s vemos um crescimento tamb\u00e9m para a \u00e1rea comercial, industrial e agroneg\u00f3cio. A energia solar distribu\u00edda \u00e9 democr\u00e1tica e cabe em todos os espa\u00e7os\u201d. Uma perspectiva semelhante \u00e9 repercutida pelo presidente da APER. \u201cA GD \u00e9 um grande investimento para o cidad\u00e3o e tem levado para todo o estado desenvolvimento para pequenos neg\u00f3cios e pequenas empresas, porque \u00e9 uma conta que passa a ser subsidiada pela energia do sol. Ent\u00e3o, a partir do momento que o cidad\u00e3o faz esse investimento, ele tem a gera\u00e7\u00e3o na casa dele, para seu neg\u00f3cio que com certeza consegue ter mais dignidade e ter uma qualidade de vida melhor\u201d, ressalta. 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