{"id":11492,"date":"2026-04-17T00:00:00","date_gmt":"2026-04-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=11492"},"modified":"2026-04-18T13:17:31","modified_gmt":"2026-04-18T13:17:31","slug":"credito-imobiliario-no-rn-cresce-146-e-atinge-r-1559-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=11492","title":{"rendered":"Cr\u00e9dito imobili\u00e1rio no RN cresce 14,6% e atinge R$ 15,59 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tribunadonorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/20260417_6NT1_FT_JOANA-LIMA_Arquivo-TN.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A revis\u00e3o do Plano Diretor de Natal (PDN) permitiu a instala\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos na capital| Foto: Joana Lima\/arquivo tn<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Felipe Salustino Rep\u00f3rter<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cr\u00e9dito imobili\u00e1rio no Rio Grande do Norte registrou um volume de recursos de R$ 15,59 bilh\u00f5es no final de dezembro de 2025, o que significa uma expans\u00e3o de 14,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024, cujo montante somava R$ 13,60 bilh\u00f5es. Os dados s\u00e3o do Banco Central (BC) e foram compilados levando em conta o estoque de contratos ativos em cada per\u00edodo. O crescimento, de acordo com interlocutores do setor, est\u00e1 relacionado ao d\u00e9ficit habitacional do RN em conjunto com fatores como a revis\u00e3o do Plano Diretor de Natal, h\u00e1 cerca de quatro anos, e a melhora dos \u00edndices de emprego e renda no estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Os n\u00fameros do BC agregam tr\u00eas diferentes carteiras imobili\u00e1rias: comercial, Fundo de Garantia (FGTS) e Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o (SFH). O destaque \u00e9 o FGTS, que apresentava um montante de R$ 10,7 bilh\u00f5es (68,6% do volume total) em dezembro passado, com crescimento de 20,2% no comparativo com igual per\u00edodo de 2024, quando registrava R$ 8,9 bilh\u00f5es em contratos no RN. Mois\u00e9s Marinho, diretor-presidente do Conselho Regional de Corretores de Im\u00f3veis do RN (Creci-RN), afirma que a grande procura por im\u00f3veis, dado o d\u00e9ficit habitacional do Estado, \u00e9 uma das raz\u00f5es para o cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Aliado a isso, ele cita a revis\u00e3o do Plano Diretor de Natal (PDN), que permitiu a instala\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos na capital. \u201cEm linhas gerais, a procura por novos empreendimentos \u00e9 alta justamente porque existe uma car\u00eancia de im\u00f3veis, e isso impacta diretamente na quest\u00e3o do cr\u00e9dito\u201d, disse. Ricardo Abreu, diretor da imobili\u00e1ria Abreu Im\u00f3veis, concorda e destaca que as mudan\u00e7as do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com eleva\u00e7\u00e3o do teto do valor dos empreendimentos e dos limites de renda familiar, tamb\u00e9m contribuem fortemente para a maior ades\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>\u201cO aumento das faixas do programa \u00e9 um ponto a ser levado em considera\u00e7\u00e3o\u201d, disse. O empres\u00e1rio citou que as mudan\u00e7as no MCMV ocorrem em um momento de amplia\u00e7\u00e3o da oferta de im\u00f3veis em Natal, gra\u00e7as \u00e0s novas prescri\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas que vieram com as revis\u00f5es do Plano Diretor e do C\u00f3digo de Obras, ajudando a ampliar as contrata\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito no RN. \u201cCom as duas mudan\u00e7as, mais im\u00f3veis foram lan\u00e7ados, inclusive pelo MCMV, elevando a procura por moradia e fortalecendo os dados de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>O crescimento, na avalia\u00e7\u00e3o de Ricardo Abreu, dever\u00e1 se sustentar. \u201cO Minha Casa, Minha Vida tem uma aceita\u00e7\u00e3o muito boa e est\u00e1 com muitos projetos em fase de aprova\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o os contratos de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio devem continuar ainda muito significativos\u201d, pontuou. De acordo com a cooperativa financeira Sicredi Nordeste, o movimento de expans\u00e3o no estado acompanha a trajet\u00f3ria nacional, com a expans\u00e3o ocorrendo em meio ao avan\u00e7o da renda, \u00e0 melhora no emprego e \u00e0 perman\u00eancia do d\u00e9ficit habitacional no RN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Para a Sicredi, a pol\u00edtica habitacional do Governo tamb\u00e9m se destaca como fator relevante e, portanto, a tend\u00eancia \u00e9 de continuidade do crescimento do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. \u201cCom a manuten\u00e7\u00e3o da demanda e das condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cio, o mercado deve se tornar mais diversificado, com maior presen\u00e7a de diferentes fontes de recursos e modelos de financiamento que levam \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao cr\u00e9dito\u201d, frisa o assessor de Ciclo de Cr\u00e9dito da Central Sicredi Nordeste, Artur da Silva Figueiredo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Segundo ele, o avan\u00e7o de dois d\u00edgitos nos n\u00fameros sobre financiamento imobili\u00e1rio no RN reflete a combina\u00e7\u00e3o entre a procura por im\u00f3veis e mudan\u00e7as nas carteiras, conforme mostram os n\u00fameros do Banco Central. \u201cHistoricamente, a principal fonte de recursos para esse tipo de cr\u00e9dito sempre foi a poupan\u00e7a. Nos \u00faltimos per\u00edodos, por\u00e9m, o crescimento desses dep\u00f3sitos perdeu for\u00e7a. Em resposta, outras fontes passaram a ganhar espa\u00e7o, como o FGTS e instrumentos do mercado financeiro, como LCIs e CRIs, t\u00edtulos de renda fixa usados para financiar o setor\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>\u201cO que a gente observa \u00e9 uma demanda que n\u00e3o se retraiu, mesmo com um ambiente de cr\u00e9dito mais caro. H\u00e1 uma base estrutural forte, que envolve renda, necessidade de moradia e din\u00e2mica demogr\u00e1fica\u201d, acrescenta Figueiredo, ao destacar que a Sicredi vem ampliando a pr\u00f3pria carteira de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio ao permitir financiar at\u00e9 90% do valor de im\u00f3veis residenciais em opera\u00e7\u00f5es com prazos de at\u00e9 35 anos. \u201cO modelo no Sicredi tamb\u00e9m permite o uso do FGTS para aquisi\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o ou amortiza\u00e7\u00e3o do saldo devedor, al\u00e9m da possibilidade de portabilidade de financiamentos contratados em outras institui\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRIBUNA DO NORTE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Felipe Salustino Rep\u00f3rter O cr\u00e9dito imobili\u00e1rio no Rio Grande do Norte registrou um volume de recursos de R$ 15,59 bilh\u00f5es no final de dezembro de 2025, o que significa uma expans\u00e3o de 14,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024, cujo montante somava R$ 13,60 bilh\u00f5es. Os dados s\u00e3o do Banco Central (BC) e foram compilados levando em conta o estoque de contratos ativos em cada per\u00edodo. O crescimento, de acordo com interlocutores do setor, est\u00e1 relacionado ao d\u00e9ficit habitacional do RN em conjunto com fatores como a revis\u00e3o do Plano Diretor de Natal, h\u00e1 cerca de quatro anos, e a melhora dos \u00edndices de emprego e renda no estado. Os n\u00fameros do BC agregam tr\u00eas diferentes carteiras imobili\u00e1rias: comercial, Fundo de Garantia (FGTS) e Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o (SFH). O destaque \u00e9 o FGTS, que apresentava um montante de R$ 10,7 bilh\u00f5es (68,6% do volume total) em dezembro passado, com crescimento de 20,2% no comparativo com igual per\u00edodo de 2024, quando registrava R$ 8,9 bilh\u00f5es em contratos no RN. Mois\u00e9s Marinho, diretor-presidente do Conselho Regional de Corretores de Im\u00f3veis do RN (Creci-RN), afirma que a grande procura por im\u00f3veis, dado o d\u00e9ficit habitacional do Estado, \u00e9 uma das raz\u00f5es para o cen\u00e1rio. Aliado a isso, ele cita a revis\u00e3o do Plano Diretor de Natal (PDN), que permitiu a instala\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos na capital. \u201cEm linhas gerais, a procura por novos empreendimentos \u00e9 alta justamente porque existe uma car\u00eancia de im\u00f3veis, e isso impacta diretamente na quest\u00e3o do cr\u00e9dito\u201d, disse. Ricardo Abreu, diretor da imobili\u00e1ria Abreu Im\u00f3veis, concorda e destaca que as mudan\u00e7as do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com eleva\u00e7\u00e3o do teto do valor dos empreendimentos e dos limites de renda familiar, tamb\u00e9m contribuem fortemente para a maior ades\u00e3o ao cr\u00e9dito. \u201cO aumento das faixas do programa \u00e9 um ponto a ser levado em considera\u00e7\u00e3o\u201d, disse. O empres\u00e1rio citou que as mudan\u00e7as no MCMV ocorrem em um momento de amplia\u00e7\u00e3o da oferta de im\u00f3veis em Natal, gra\u00e7as \u00e0s novas prescri\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas que vieram com as revis\u00f5es do Plano Diretor e do C\u00f3digo de Obras, ajudando a ampliar as contrata\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito no RN. \u201cCom as duas mudan\u00e7as, mais im\u00f3veis foram lan\u00e7ados, inclusive pelo MCMV, elevando a procura por moradia e fortalecendo os dados de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio\u201d, frisa. O crescimento, na avalia\u00e7\u00e3o de Ricardo Abreu, dever\u00e1 se sustentar. \u201cO Minha Casa, Minha Vida tem uma aceita\u00e7\u00e3o muito boa e est\u00e1 com muitos projetos em fase de aprova\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o os contratos de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio devem continuar ainda muito significativos\u201d, pontuou. De acordo com a cooperativa financeira Sicredi Nordeste, o movimento de expans\u00e3o no estado acompanha a trajet\u00f3ria nacional, com a expans\u00e3o ocorrendo em meio ao avan\u00e7o da renda, \u00e0 melhora no emprego e \u00e0 perman\u00eancia do d\u00e9ficit habitacional no RN. Para a Sicredi, a pol\u00edtica habitacional do Governo tamb\u00e9m se destaca como fator relevante e, portanto, a tend\u00eancia \u00e9 de continuidade do crescimento do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. \u201cCom a manuten\u00e7\u00e3o da demanda e das condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cio, o mercado deve se tornar mais diversificado, com maior presen\u00e7a de diferentes fontes de recursos e modelos de financiamento que levam \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao cr\u00e9dito\u201d, frisa o assessor de Ciclo de Cr\u00e9dito da Central Sicredi Nordeste, Artur da Silva Figueiredo. Segundo ele, o avan\u00e7o de dois d\u00edgitos nos n\u00fameros sobre financiamento imobili\u00e1rio no RN reflete a combina\u00e7\u00e3o entre a procura por im\u00f3veis e mudan\u00e7as nas carteiras, conforme mostram os n\u00fameros do Banco Central. \u201cHistoricamente, a principal fonte de recursos para esse tipo de cr\u00e9dito sempre foi a poupan\u00e7a. Nos \u00faltimos per\u00edodos, por\u00e9m, o crescimento desses dep\u00f3sitos perdeu for\u00e7a. Em resposta, outras fontes passaram a ganhar espa\u00e7o, como o FGTS e instrumentos do mercado financeiro, como LCIs e CRIs, t\u00edtulos de renda fixa usados para financiar o setor\u201d, explica. \u201cO que a gente observa \u00e9 uma demanda que n\u00e3o se retraiu, mesmo com um ambiente de cr\u00e9dito mais caro. H\u00e1 uma base estrutural forte, que envolve renda, necessidade de moradia e din\u00e2mica demogr\u00e1fica\u201d, acrescenta Figueiredo, ao destacar que a Sicredi vem ampliando a pr\u00f3pria carteira de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio ao permitir financiar at\u00e9 90% do valor de im\u00f3veis residenciais em opera\u00e7\u00f5es com prazos de at\u00e9 35 anos. \u201cO modelo no Sicredi tamb\u00e9m permite o uso do FGTS para aquisi\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o ou amortiza\u00e7\u00e3o do saldo devedor, al\u00e9m da possibilidade de portabilidade de financiamentos contratados em outras institui\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou. 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