{"id":10685,"date":"2026-03-20T18:00:00","date_gmt":"2026-03-20T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=10685"},"modified":"2026-03-20T23:31:56","modified_gmt":"2026-03-20T23:31:56","slug":"preocupante-rn-aparece-na-13a-posicao-no-pais-em-internacoes-relacionadas-ao-consumo-de-alcool","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/?p=10685","title":{"rendered":"Preocupante\u00a0RN aparece na 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o no pa\u00eds em interna\u00e7\u00f5es relacionadas ao consumo de \u00e1lcool"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m aponta uma mudan\u00e7a no perfil et\u00e1rio das interna\u00e7\u00f5es associadas ao \u00e1lcool no Brasil<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"509\" src=\"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-09.08.02-768x509-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10688\" srcset=\"https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-09.08.02-768x509-1.jpeg 768w, https:\/\/blogindicaparnamirim.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-09.08.02-768x509-1-300x199.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Consumo de \u00e1lcool leva a mais de 190 interna\u00e7\u00f5es no RN &#8211; Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rio Grande do Norte ocupa a 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os estados brasileiros com maiores taxas de interna\u00e7\u00f5es atribu\u00edveis ao consumo de \u00e1lcool, considerando o n\u00famero de casos por 100 mil habitantes. Em 2024, o estado registrou 193,4 interna\u00e7\u00f5es, segundo dados do estudo \u201c\u00c1lcool e a Sa\u00fade dos Brasileiros: Panorama 2025\u201d, divulgado pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (CISA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento re\u00fane tanto as interna\u00e7\u00f5es totalmente atribu\u00edveis ao \u00e1lcool, como transtornos relacionados ao uso da subst\u00e2ncia e doen\u00e7a alco\u00f3lica do f\u00edgado, quanto aquelas parcialmente atribu\u00edveis, em que o consumo aparece como fator associado, a exemplo de acidentes e outros tipos de les\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ranking nacional, as maiores taxas foram registradas no Paran\u00e1, com 282,1 interna\u00e7\u00f5es por 100 mil habitantes, seguido pelo Esp\u00edrito Santo (267,3) e pelo Mato Grosso do Sul (256,3). Tamb\u00e9m aparecem com \u00edndices elevados Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goi\u00e1s e Cear\u00e1. J\u00e1 estados nordestinos como Alagoas e Maranh\u00e3o apresentaram taxas mais baixas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m aponta uma mudan\u00e7a no perfil et\u00e1rio das interna\u00e7\u00f5es associadas ao \u00e1lcool no Brasil. Entre 2010 e 2024, a popula\u00e7\u00e3o com 55 anos ou mais foi a que apresentou o crescimento mais expressivo, passando de 86.439 para 157.223 interna\u00e7\u00f5es anuais, um aumento de 81,9%. Em 2024, esse grupo passou a representar 37,6% do total de interna\u00e7\u00f5es atribu\u00edveis ao \u00e1lcool, consolidando-se como o segmento mais impactado. Entre jovens de 18 a 34 anos, o crescimento foi mais moderado, passando de 81.043 para 91.589 interna\u00e7\u00f5es, o que representa aumento de 13% no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a psic\u00f3loga da Hapvida Ver\u00f4nica Lima, os n\u00fameros refor\u00e7am a necessidade de ampliar a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e acompanhamento de sa\u00fade. Segundo ela, o crescimento das interna\u00e7\u00f5es entre pessoas mais velhas indica que os efeitos do consumo de \u00e1lcool tendem a se acumular ao longo da vida. \u201cMuitas doen\u00e7as relacionadas ao \u00e1lcool surgem ap\u00f3s anos de consumo. Por isso, quando observamos o aumento das interna\u00e7\u00f5es entre idosos, estamos vendo o resultado de um processo que come\u00e7ou d\u00e9cadas antes\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as causas totalmente atribu\u00edveis ao \u00e1lcool, predominam os transtornos relacionados ao uso da subst\u00e2ncia, seguidos pela doen\u00e7a alco\u00f3lica do f\u00edgado. J\u00e1 nas interna\u00e7\u00f5es parcialmente atribu\u00edveis, os acidentes de tr\u00e2nsito lideram as ocorr\u00eancias, seguidos por outras les\u00f5es n\u00e3o intencionais e quedas, que somaram 59.496 interna\u00e7\u00f5es em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da posi\u00e7\u00e3o relativamente elevada nas interna\u00e7\u00f5es, o Rio Grande do Norte apresenta uma situa\u00e7\u00e3o diferente quando se analisam os \u00f3bitos associados ao consumo de \u00e1lcool. Em 2023, o estado registrou 33,1 mortes por 100 mil habitantes, uma das menores taxas do Nordeste, ao lado do Maranh\u00e3o, que apresentou \u00edndice de 31. No pa\u00eds, os maiores \u00edndices de mortalidade foram observados no Esp\u00edrito Santo (47,0), Piau\u00ed (41,7), Tocantins (41,9) e Paran\u00e1 (40,7).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a psic\u00f3loga Ver\u00f4nica Lima, os dados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de aten\u00e7\u00e3o aos sinais de consumo abusivo e da busca por acompanhamento especializado. De acordo com ela, muitas pessoas s\u00f3 procuram ajuda quando as consequ\u00eancias j\u00e1 se tornaram graves. \u201cO \u00e1lcool pode causar uma s\u00e9rie de problemas f\u00edsicos e mentais ao longo do tempo, e o tratamento precoce faz diferen\u00e7a no progn\u00f3stico. Hoje existem abordagens m\u00e9dicas e terap\u00eauticas capazes de ajudar o paciente a reduzir ou interromper o consumo e recuperar qualidade de vida\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista destaca ainda que familiares e amigos tamb\u00e9m t\u00eam papel importante nesse processo. \u201cQuando h\u00e1 sinais de depend\u00eancia ou de preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade, o ideal \u00e9 procurar orienta\u00e7\u00e3o de um profissional, como m\u00e9dico ou psic\u00f3logo, para avaliar cada caso e indicar o tratamento mais adequado\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NOVO NOT\u00cdCIAS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo tamb\u00e9m aponta uma mudan\u00e7a no perfil et\u00e1rio das interna\u00e7\u00f5es associadas ao \u00e1lcool no Brasil Consumo de \u00e1lcool leva a mais de 190 interna\u00e7\u00f5es no RN &#8211; Foto: Divulga\u00e7\u00e3o O Rio Grande do Norte ocupa a 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os estados brasileiros com maiores taxas de interna\u00e7\u00f5es atribu\u00edveis ao consumo de \u00e1lcool, considerando o n\u00famero de casos por 100 mil habitantes. Em 2024, o estado registrou 193,4 interna\u00e7\u00f5es, segundo dados do estudo \u201c\u00c1lcool e a Sa\u00fade dos Brasileiros: Panorama 2025\u201d, divulgado pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (CISA). O levantamento re\u00fane tanto as interna\u00e7\u00f5es totalmente atribu\u00edveis ao \u00e1lcool, como transtornos relacionados ao uso da subst\u00e2ncia e doen\u00e7a alco\u00f3lica do f\u00edgado, quanto aquelas parcialmente atribu\u00edveis, em que o consumo aparece como fator associado, a exemplo de acidentes e outros tipos de les\u00f5es. No ranking nacional, as maiores taxas foram registradas no Paran\u00e1, com 282,1 interna\u00e7\u00f5es por 100 mil habitantes, seguido pelo Esp\u00edrito Santo (267,3) e pelo Mato Grosso do Sul (256,3). Tamb\u00e9m aparecem com \u00edndices elevados Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goi\u00e1s e Cear\u00e1. J\u00e1 estados nordestinos como Alagoas e Maranh\u00e3o apresentaram taxas mais baixas. O estudo tamb\u00e9m aponta uma mudan\u00e7a no perfil et\u00e1rio das interna\u00e7\u00f5es associadas ao \u00e1lcool no Brasil. Entre 2010 e 2024, a popula\u00e7\u00e3o com 55 anos ou mais foi a que apresentou o crescimento mais expressivo, passando de 86.439 para 157.223 interna\u00e7\u00f5es anuais, um aumento de 81,9%. Em 2024, esse grupo passou a representar 37,6% do total de interna\u00e7\u00f5es atribu\u00edveis ao \u00e1lcool, consolidando-se como o segmento mais impactado. Entre jovens de 18 a 34 anos, o crescimento foi mais moderado, passando de 81.043 para 91.589 interna\u00e7\u00f5es, o que representa aumento de 13% no per\u00edodo. Para a psic\u00f3loga da Hapvida Ver\u00f4nica Lima, os n\u00fameros refor\u00e7am a necessidade de ampliar a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e acompanhamento de sa\u00fade. Segundo ela, o crescimento das interna\u00e7\u00f5es entre pessoas mais velhas indica que os efeitos do consumo de \u00e1lcool tendem a se acumular ao longo da vida. \u201cMuitas doen\u00e7as relacionadas ao \u00e1lcool surgem ap\u00f3s anos de consumo. Por isso, quando observamos o aumento das interna\u00e7\u00f5es entre idosos, estamos vendo o resultado de um processo que come\u00e7ou d\u00e9cadas antes\u201d, afirma. Entre as causas totalmente atribu\u00edveis ao \u00e1lcool, predominam os transtornos relacionados ao uso da subst\u00e2ncia, seguidos pela doen\u00e7a alco\u00f3lica do f\u00edgado. J\u00e1 nas interna\u00e7\u00f5es parcialmente atribu\u00edveis, os acidentes de tr\u00e2nsito lideram as ocorr\u00eancias, seguidos por outras les\u00f5es n\u00e3o intencionais e quedas, que somaram 59.496 interna\u00e7\u00f5es em 2024. Apesar da posi\u00e7\u00e3o relativamente elevada nas interna\u00e7\u00f5es, o Rio Grande do Norte apresenta uma situa\u00e7\u00e3o diferente quando se analisam os \u00f3bitos associados ao consumo de \u00e1lcool. Em 2023, o estado registrou 33,1 mortes por 100 mil habitantes, uma das menores taxas do Nordeste, ao lado do Maranh\u00e3o, que apresentou \u00edndice de 31. No pa\u00eds, os maiores \u00edndices de mortalidade foram observados no Esp\u00edrito Santo (47,0), Piau\u00ed (41,7), Tocantins (41,9) e Paran\u00e1 (40,7). Para a psic\u00f3loga Ver\u00f4nica Lima, os dados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de aten\u00e7\u00e3o aos sinais de consumo abusivo e da busca por acompanhamento especializado. De acordo com ela, muitas pessoas s\u00f3 procuram ajuda quando as consequ\u00eancias j\u00e1 se tornaram graves. \u201cO \u00e1lcool pode causar uma s\u00e9rie de problemas f\u00edsicos e mentais ao longo do tempo, e o tratamento precoce faz diferen\u00e7a no progn\u00f3stico. 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